História
A história administrativa de Acará é feita de idas e voltas. Começou como paróquia de São José de Acará, criada em 1758, quando o território ainda era parte do município de Moju e a ocupação portuguesa subia os rios do nordeste paraense usando a água como estrada. Só em 19 de abril de 1875 a Lei Provincial nº 839 elevou o lugar à categoria de vila, com o nome enxuto de Acará, desmembrando-o de Moju. A autonomia durou meio século: pelo Decreto-lei Estadual nº 6, de 4 de novembro de 1930, a vila foi extinta e todo o seu território anexado a Belém — Acará simplesmente deixou de existir como município. A restauração veio pela Lei Estadual nº 579, de 8 de janeiro de 1932, que recriou o município, agora desmembrado da capital. Nas décadas seguintes o mapa interno ainda se mexeu bastante: em 1936 e 1937 o município aparecia com seis distritos, três deles extintos pelos Decretos-lei Estaduais nº 2.972 e nº 3.131, ambos de 1938; Itapicuru virou Jupariteua em 1943 e Jaguarari em 1961, nome que mantém. Ao longo do século XX, a instalação da colônia japonesa Paes de Carvalho, dedicada sobretudo à pimenta-do-reino, somou-se à população ribeirinha e às comunidades negras do alto rio para formar o tecido social que o município tem hoje.