História
Quando os capuchos de São José fundaram o aldeamento Maturú, em 1639, à margem do baixo Xingu, faltavam quase três séculos e meio para existir Altamira — a cidade que hoje serve de capital regional a Porto de Moz. A cronologia invertida é o traço mais curioso da história local: a vila, elevada em 1758 pelo ouvidor Pascoal Abranches Madeira Fernandes na leva pombalina que rebatizou aldeamentos com nomes portugueses, é contemporânea das mais antigas do Pará; a cidade veio pelo Decreto estadual nº 218, de 19 de novembro de 1890, no primeiro ano da República. O século XX foi de instabilidade administrativa — o município chegou a ser anexado a Gurupá em 1930 e ao então município de Xingu em 1935, sendo restabelecido em 1937 — e de perda territorial: em 1961, o distrito de Sousel foi desmembrado. Desde 1963 a configuração é a mesma, com três distritos: a sede, Vieiros e Vilarinho do Monte. O nome, herdado de Portugal, significa "porto em que há mós", as pedras de moer — memória de um tempo em que o porto fluvial era moinho e entreposto da produção ribeirinha.