História
Salinópolis nasceu duas vezes do mar. A primeira, em 1656, quando André Vidal de Negreiros reuniu práticos e famílias num barranco de vinte metros na Ilha do Atalaia: dali se sinalizavam os perigos da barra aos navegadores que demandavam o Amazonas — a praticagem foi o primeiro ofício da cidade. A segunda foi o sal: uma pequena salina colonial, fábrica de extração de sal da água do mar, deu nome ao lugar — Salinas — e sustentou o povoado. A escalada administrativa veio no fim do Império: vila pela Lei provincial nº 1.081, de 2 de novembro de 1882, desmembrada de Maracanã, e cidade pela Lei estadual nº 797, de 22 de outubro de 1901. Em 30 de dezembro de 1943, o Decreto-lei estadual nº 4.505 rebatizou o município de Salinópolis, para desfazer a homonímia com outras Salinas do país. Em 1961, o território encolheu: Japerica e São João de Pirabas desmembraram-se para formar Primavera — e Salinópolis ficou com os 226 km² que hoje a tornam um dos municípios mais densos do interior amazônico.