História
Exu se formou no encontro de duas frentes. Pelo lado do São Francisco vieram os vaqueiros da Casa da Torre, a casa-forte dos Garcia d'Ávila, que no início do século XVIII souberam pelos índios Ançu da existência de terras com água farta no sopé do Araripe e ali abriram fazendas; pelo lado da Igreja vieram jesuítas, que ficaram pouco e deixaram uma capela ao Senhor Bom Jesus dos Aflitos, padroeiro até hoje. O verbete do IBGE também recolhe a memória local que aponta Joaquim Pereira de Alencar, avô do Barão do Exu, à frente do povoamento português. A freguesia é de 1734. A partir daí a história administrativa é uma sucessão de idas e vindas que o IBGE registra lei por lei: vila em 1846 (Lei Provincial nº 150), extinta em 1849, 1863 e 1895, recriada em 1858 e 1874 e instalada em 7 de junho de 1875; a Prefeitura acrescenta que a vila chegou a ser comarca em 1881 e perdeu a classificação em 1883. A sede do município veio com a Lei estadual nº 844, de 10 de junho de 1907, sob o nome de Novo Exu, e a cidade com a Lei nº 991, de 1º de julho de 1909, desmembrada de Granito. O Decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, devolveu o nome Exu e, no mesmo ato, transferiu o distrito de Claranã para Bodocó. Os distritos atuais são cinco: Exu, Tabocas, Timorante, Viração e Zé Gomes.