História
Itambé é mais velha que a maioria das cidades pernambucanas do interior. As terras eram dos cariris quando, no fim do século XVI, chegaram portugueses e mazombos; André Vidal de Negreiros, um dos comandantes da expulsão dos holandeses, ergueu ali a capela de Nossa Senhora do Desterro, no lugar chamado Pedras de Fogo, e doou para patrimônio da igreja o Engenho Novo de Goiana e fazendas de gado que se estendiam por mais de 120 quilômetros — doação confirmada por Alvará de janeiro de 1681, que dava ao administrador o direito de nomear o pároco. Entre 1797 e 1801 funcionou em Itambé o Areópago, círculo em que Arruda Câmara difundia as ideias da Revolução Francesa; em 30 de novembro de 1874 a vila foi invadida pelos revoltosos do Quebra-Quilos. A Lei Provincial nº 720, de 20 de maio de 1867, criou a vila, instalada em 1º de fevereiro de 1868 com território tirado de Goiana e Nazaré; a Lei Provincial nº 1.318, de 4 de fevereiro de 1879, deu-lhe foros de cidade. Em 1938 o Estado a rebatizou També; em 1963 perdeu Camutanga e Ferreiros, emancipados; em 1975 voltou a chamar-se Itambé. Hoje são três distritos: Itambé, Caricé e Ibiranga.