História
Escada nasceu de um degrau. A aldeia indígena que ocupava o vale do Ipojuca ganhou, no alto de uma colina, um nicho para Nossa Senhora da Apresentação, e o missionário mandou cavar na argila uma escadaria para os fiéis subirem — o lugar virou Aldeia de Nossa Senhora da Escada de Ipojuca e, encurtado, apenas Escada. Em 1757 a povoação já existia e pertencia à freguesia de Ipojuca; extinto o aldeamento em 1773, os índios foram removidos por ordem do governador. A autonomia religiosa chegou pela Carta Régia de 27 de abril de 1786, que desmembrou o território da paróquia de Ipojuca e criou a freguesia de Escada, cujo primeiro pároco foi o padre Francisco Cavalcanti de Albuquerque Lacerda; o Alvará de 7 de dezembro de 1813 alargou os limites primitivos incorporando engenhos das freguesias do Cabo, da Vitória de Santo Antão e de Sirinhaém — sinal de que a economia açucareira, e não a devoção, passara a desenhar o mapa. A vila veio pela Lei Provincial nº 326, de 19 de abril de 1854, com desmembramento do município do Cabo e instalação em 9 de outubro do mesmo ano; a cidade, pela Lei Provincial nº 1.093, de 24 de maio de 1873. Do começo do século XX até hoje, o município se organiza em dois distritos: a sede e Frexeiras — grafado Freixeiras e Frexeiras conforme a divisão administrativa consultada, oscilação que os quadros do IBGE registram sem uniformizar.