História
Antes do engenho havia a aldeia. No fim do século XVII os franciscanos reuniram indígenas num aldeamento chamado Miritiba — palavra tupi para juncal —, a cerca de duas léguas do Capibaribe, e foi ali que nasceu Poti, o líder potiguar que a história pernambucana conhece como Filipe Camarão. Sobre as terras da antiga aldeia ergueu-se um engenho de açúcar, o Engenho Aldeia; ao longo do século XVIII vieram outros, entre eles o Bom Sucesso, na margem direita do rio. O povoado formado em torno de um deles tomou o nome da árvore de cheiro de alho que ali havia. Administrativamente, Paudalho começou como distrito subordinado a Olinda, criado em 1789 e confirmado por Alvará de 22 de junho de 1804; a Lei Provincial nº 1.318, de 4 de fevereiro de 1879, elevou-o à categoria de cidade. Depois disso, Paudalho passou a vida repartindo-se: pela Lei Municipal nº 12, de 15 de julho de 1909, criou o distrito de Floresta dos Leões, que a Lei Estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, desmembrou e transformou no município hoje chamado Carpina; pela Lei Municipal nº 7, de 8 de março de 1948, criou o distrito de Lagoa do Itaenga, emancipado pela Lei Estadual nº 4.966, de 20 de dezembro de 1963. Um terceiro, Rosarinho, foi criado em 1963 e nunca instalado. Os 269 km² de hoje são o resto de um território maior — e é por isso que as filhas aparecem tanto na parte jurídica desta página.