História
A cidade nasceu duas vezes. A primeira, do açúcar: engenhos ocuparam o vale desde o período colonial, e de um deles veio o nome — o IBGE registra os irmãos Moreno, portugueses que compraram terras para montar engenho e morreram antes de vê-lo moer, e depois Antônio de Souza Leão, que em 18 de dezembro de 1859 recebeu de D. Pedro II, na casa-grande, o título de Barão de Moreno. A segunda, do algodão: no fim do século XIX chegou a Société Cotonnière Belge-Brésilienne, fábrica têxtil de capital estrangeiro que ergueu maquinário, vila operária, escola e a igreja matriz, e transformou um lugar de engenhos numa cidade fabril. Foi a fábrica que produziu a autonomia política: elevado a município pela Lei estadual nº 1.931, de 11 de setembro de 1928, desmembrado de Jaboatão, Moreno foi instalado em 1º de janeiro de 1929. O nome ainda veio no plural — "Morenos" — e só perdeu o s pelo Decreto-lei estadual nº 235, de 9 de dezembro de 1938, o mesmo que extinguiu os distritos de Buscaí e Tapera e anexou seus territórios à sede. Bonança, o segundo e único outro distrito, é recente: foi criado pela Lei nº 248, de 13 de dezembro de 1990.