História
Amarante nasceu de um dos capítulos mais tensos da colonização do Piauí. A região era dos índios acoroás quando os primeiros colonizadores chegaram, em 1699, e as décadas seguintes foram de conflito aberto — os jesuítas aldearam os acoroás em 1751, na localidade de São José, mas a expulsão da Companhia reacendeu as lutas. A paz veio em 1771, pelas mãos do Governador Gonçalo Lourenço Botelho de Castro, que assentou os indígenas no lugar batizado, em sua homenagem, de São Gonçalo. A provisão régia de 7 de setembro de 1801 criou o distrito, subordinado a Jerumenha e Valença; o decreto imperial de 6 de julho de 1832 criou a vila de São Gonçalo, instalada em 10 de novembro daquele ano. Em 1861 a sede desceu para o porto às margens do Parnaíba — o rio era a estrada da época — e o comércio fluvial trouxe a prosperidade que, em 4 de agosto de 1871, elevou a vila a cidade com o nome de Amarante. Do seu território saíram Regeneração (distrito criado em 1871, emancipado em 1875) e Belém (1894); os dois voltaram brevemente em 1931, no rearranjo da Era Vargas, e se separaram de vez em 1933 e 1934. O gentílico é amarantino.