História
Poucas cidades trocaram de identidade tantas vezes quanto Batalha. O nome primeiro já era um relato de guerra: segundo a tradição recolhida pelo IBGE, o topônimo nasceu das lutas entre colonizadores portugueses e indígenas na região do Baixo Parnaíba, povoada ao longo do século XVIII — em 1794 o povoado já crescia em torno da igreja do padroeiro São Gonçalo. O distrito criado pela lei provincial nº 340, de 22 de agosto de 1853, chamava-se São Gonçalo de Batalha e pertencia a Piracuruca; a vila, criada pela resolução provincial nº 396, de 15 de dezembro de 1855, e instalada em 7 de setembro de 1858, já era só Batalha. Veio então a fase dos outros nomes: em 1899, a Lei estadual nº 197 rebatizou o município como Campos Sales, homenagem ao presidente da República então no poder, e só a Lei estadual nº 641, de 13 de junho de 1911, devolveu o nome de origem. O golpe seguinte foi maior: o Decreto estadual nº 1.279, de 26 de junho de 1931, extinguiu o município e o anexou a Barras do Marataoan, e Batalha só renasceu pelo Decreto estadual nº 1.536, de 2 de maio de 1934, reinstalada em 29 de março de 1938 — o mesmo ano em que foi elevada à categoria de cidade.