História
A história de Corrente começa por um documento de terra: a Fazenda Corrente de Cima, comprada por Caetano Carvalho da Cunha, teve seus terrenos divididos em 1754 pelo engenheiro das Cortes Portuguesas José da Silva Balmar — o povoado é mais novo que a partilha que o originou. A vida institucional veio no Império: paróquia de Nossa Senhora da Conceição pela Lei provincial nº 500, de 7 de agosto de 1860, e vila pela Lei provincial nº 782, de 10 de dezembro de 1872, instalada em 8 de dezembro de 1873. O século XX trouxe dois episódios que marcaram a memória local em direções opostas: entre 1922 e 1924, a região viveu a instabilidade dos bandoleiros que rondavam o sertão; em 1920, chegara a fundação que mudaria o destino da cidade — o Instituto Batista Industrial, escola que fez de Corrente uma referência educacional no interior do Nordeste, seguida pelo ginásio do próprio Instituto em 1947, pelo Educandário Imaculada Conceição em 1949 e pelo Ginásio São José em 1953. Em 1931, o Decreto estadual nº 1.279 chegou a anexar Parnaguá e Gilbués a Corrente, arranjo desfeito na divisão política de 1934.