História
Ivaiporã é filha de Pitanga e neta de Guarapuava, e cresceu depressa. A região do Vale do Ivaí, ocupada por guaranis desde o século XVI segundo o verbete do IBGE, entrou no ciclo colonizador nos anos 1940 com gente de todas as regiões — catarinenses de origem italiana, alemã, ucraniana e polonesa pelo sul; paulistas, mineiros e baianos pelo norte, na frente do café. Passou pelos ciclos dos safristas de porco e da madeira e se organizou em minifúndios sob o plano da Colonizadora Ubá, o que a fez ser chamada de um dos últimos eldorados do Paraná. A formação administrativa é curta e cheia de partos. O distrito de Ivainópolis foi criado pela Lei estadual nº 790, de 14 de novembro de 1951, com terras de Manoel Ribas, dentro de Pitanga; a Lei estadual nº 2.429, de 13 de agosto de 1955, mudou o nome para Ivaiporã; a Lei estadual nº 4.245, de 25 de julho de 1960, criou o município, desmembrado de Manoel Ribas, instalado em 19 de novembro de 1960 com os distritos de Ivaiporã e Guarita. Em quatro anos a cidade ganhou e perdeu território: Jardim Alegre, São João do Ivaí, Lajeado e Ubá do Sul viraram distritos entre 1961 e 1962, e em 1964 a Lei estadual nº 4.859 emancipou Jardim Alegre e São João do Ivaí. Em 1995 saíram Arapuã e Ariranha do Ivaí. Sobraram a sede, Alto Porã, Jacutinga e Santa Bárbara — e uma comarca que continua a abranger três dos antigos distritos.