História
Aquidabã começou como um lugar de enterrar. O verbete histórico do IBGE, colhido da própria Prefeitura, descreve uma povoação formada no segundo quartel do século XIX à beira de uma estrada, ao redor de um cemitério onde havia uma Santa Cruz — e por isso o povoado se chamou, sem rodeios, Cemitério. Quando a cruz foi ampliada e Sant'Ana adotada como padroeira, o nome virou Cemitério de Sant'Ana, e foi assim que a Resolução Provincial nº 930, de 11 de abril de 1872, criou o distrito de Santana do Cemitério. Dez anos depois veio a mudança que ficou: a Lei Provincial nº 1.215, de 4 de abril de 1882, elevou o lugar à categoria de vila com o nome de Aquidabã, tomado de um riacho paraguaio, afluente do rio Paraguai a leste de Assunção, onde em 1º de março de 1870 se travara a batalha que encerrou a Guerra do Paraguai. Um município do agreste sergipano passou a carregar o nome de uma vitória militar sul-americana. A administração formal veio depois: por volta de 1898 criou-se a Intendência, e Francisco Figueiredo tomou posse como primeiro administrador municipal. Em 1944 o município ganhou um segundo distrito, Tamanduá, e em 1953 o perdeu — a Lei estadual nº 525-A, de 25 de novembro daquele ano, desmembrou Tamanduá de Aquidabã e o transformou em município próprio, que em 1958 passou a se chamar Gracho Cardoso. De 1960 em diante, o quadro territorial registra Aquidabã com um único distrito administrativo, o da sede.