História
A história de Canindé de São Francisco começa numa sesmaria e termina num nome trocado duas vezes. O território integrou as trinta léguas doadas em 1629 à família Burgos, chefiada pelo desembargador Cristóvão de Burgos e Contreiras, e depois pertenceu ao Morgado de Porto da Folha, instituído por Antônio Gomes Ferrão Castelo Branco; a penetração se deu pelo riacho Curituba, no mesmo 1629. No fim do século XIX havia por ali quatro fazendas — Cuiabá, Brejo, Caiçara e Oroco — quando Francisco Cardoso de Britto Chaves, o coronel Chico Porfírio, comprou terras do capitão Luiz da Silva Tavares e fundou, com o coronel João Fernandes de Brito, o Curtume Canindé. O curtume virou indústria mecanizada, atraiu trabalhadores e transformou a Canindé de Baixo numa das povoações mais importantes da beira do Velho Chico. Em 1936 o povoado já era distrito de Porto da Folha; em 31 de dezembro de 1943 um decreto-lei estadual rebatizou-o de Curituba — decreto revogado pela Lei nº 533, de 1944, sem que o nome voltasse de imediato. A Lei nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, elevou Curituba a município, desmembrado de Porto da Folha, com instalação em 6 de fevereiro de 1955; só a Lei estadual nº 890, de 11 de janeiro de 1958, devolveu o nome Canindé. Desde então o município é constituído apenas do distrito-sede.