História
Capela é um dos raros municípios brasileiros batizados por um prédio. A escritura que o originou está datada de 1735, no tabelionato de Santo Amaro das Brotas: o capitão Luís de Andrade Pacheco e sua mulher, Perpétua de Matos França, doaram cem mil réis para levantar uma capela de Nossa Senhora da Purificação no sítio Tabuleiro da Cruz, em terras entre o rio Japaratuba e a localidade de Coité que os tupinambás já haviam deixado. Dois anos depois o prédio estava concluído, e as missas do padre Luís de Andrade Pacheco, filho dos doadores, foram atraindo casas e ranchos ao redor — por volta de 1808 viviam ali cerca de quatro mil pessoas. O Alvará de 9 de fevereiro de 1813 criou a freguesia; a Lei Provincial de 19 de fevereiro de 1835 fez a vila, desmembrada do termo de Santo Amaro das Brotas; a Lei Provincial nº 1.331, de 28 de agosto de 1888, deu foros de cidade e encurtou o nome para Capela. No meio do caminho a vila foi mãe de vizinhas: recebeu o distrito de Japaratuba em 1854 e o perdeu em 1859, quando a Resolução Provincial nº 555 emancipou Japaratuba e, no mesmo ato, criou a vila de Nossa Senhora das Dores com território de Capela e de Divina Pastora. A vida administrativa interna só mudou uma vez, em 1954, quando a Lei estadual nº 554 criou os distritos de Barracas, Miranda e Pedras, composição mantida até hoje.