História
Areia Branca é um município jovem com um nome muito antigo. O topônimo veio da cor do chão no sopé da Serra de Itabaiana, onde a areia clara marca a paisagem; o registro histórico que o IBGE reproduz da Prefeitura conta que parte do território foi doada pelo latifundiário José Ferreira Neto, que cedeu uma área de lagoa seca a pessoas carentes — origem fundiária incomum, feita de repartição e não de sesmaria concentrada. A povoação foi fundada por Juviniano Freire de Oliveira e Virgílio Rodrigues do Nascimento, e nasceu em frente a uma capela que mais tarde se transformaria na Igreja Matriz de São João Batista, hoje padroeiro do município. A emancipação só veio no século XX: a Lei estadual nº 1.224, de 11 de novembro de 1963, criou o município de Areia Branca desmembrando território de três vizinhos ao mesmo tempo — Riachuelo, Laranjeiras e Itabaiana —, e a instalação ocorreu em 7 de setembro de 1965. Desde então a estrutura territorial nunca mudou: o município é constituído apenas do distrito sede, composição mantida no quadro territorial de 2023. Os nomes dos fundadores sobreviveram na cartografia urbana — a praça da Prefeitura e a da Câmara levam o nome de Juviniano Freire de Oliveira, ainda que os dois portais oficiais divirjam na primeira letra.