História
A história de Simão Dias começa com uma fuga. O vaqueiro que dá nome à cidade deixou Itabaiana e se instalou com a família e o gado à margem do riacho Caiçá, acolhido pelos índios Tapuias que viviam na região — e o povoado que se formou em volta do curral guardou o nome dele. A escalada administrativa veio pelo século XIX: distrito criado por lei provincial de 6 de fevereiro de 1835, com a denominação de Santana de Simão Dias; vila pela Lei Provincial nº 264, de 15 de março de 1850, desmembrada de Lagarto; cidade pelo Decreto nº 51, de 12 de junho de 1890, já com o nome enxuto de Simão Dias. Em 1912 uma lei estadual rebatizou o município de Anápolis — nome que durou três décadas e ainda confunde quem pesquisa documentos da primeira metade do século XX —, até que o Decreto-lei estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943, devolveu o nome do vaqueiro. É o mesmo decreto que, no outro extremo do Estado, transformou Campos em Tobias Barreto. Desde a criação, o município é constituído de um único distrito, o da sede.