História
Riachão do Dantas é um dos raros municípios sergipanos que já foram extintos e depois ressuscitados. O verbete histórico do IBGE, apoiado na Enciclopédia dos Municípios Brasileiros de 1959, descreve um começo de engenhos: no início do século XIX havia ali vários engenhos de açúcar, e o mais notório era o de nome Fortaleza, do Coronel João Dantas Martins dos Reis, homem de grande prestígio político na Província e no sertão da Bahia. O povoado propriamente dito surgiu com as primeiras casas e uma pequena capela erguidas em terrenos de João Martins Fontes, à margem de um curso d'água que o povo chamava riachão — "por ser menor do que rio e maior do que riacho", registra o verbete. A Resolução Provincial nº 419, de 27 de abril de 1855, criou o distrito de Riachão; a Resolução Provincial nº 666, de 13 de maio de 1864, elevou-o a vila, desmembrada de Lagarto. A autonomia durou pouco: a Resolução Provincial nº 730, de 15 de maio de 1865, extinguiu a vila e devolveu o território a Lagarto. Só a Lei nº 888, de 9 de maio de 1870, restaurou o município com a mesma denominação anterior. O sobrenome Dantas foi incorporado na década de 1940, no ciclo de decretos-leis estaduais que renomearam municípios sergipanos, e em 1949 criou-se o distrito de Palmeira, rebatizado Palmares pela Lei estadual nº 554, de 6 de fevereiro de 1954 — composição de dois distritos administrativos que o quadro territorial de 2023 mantém.