História
A história de Cristinápolis começa com fuga e termina com quatro nomes. O verbete do IBGE registra que a região foi, por muito tempo, refúgio de indígenas que escapavam da escravidão e das mortes praticadas pelos primeiros colonizadores; a povoação se fixou no planalto entre os rios Urubas de Cima e Urubas de Baixo, e a aldeia atraiu os padres jesuítas em missão evangelizadora. Daí o primeiro nome: Chapada dos Índios. O segundo veio com a Lei Provincial nº 1.095, de 12 de abril de 1878, que criou o distrito de vila Cristina, homenagem à imperatriz Teresa Cristina; o município nasceu quatro anos depois, pela Lei nº 1.238, de 24 de abril de 1882, desmembrado do município de Espírito Santo — que em 1943 passaria a chamar-se Indiaroba — e com sede na antiga povoação de Chapada. O terceiro nome veio do Estado Novo: o Decreto-lei estadual nº 150, de 15 de dezembro de 1938, encurtou tudo para Cristina. O quarto e definitivo saiu do Decreto-lei estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943, revogado pelo Decreto estadual nº 533, de 7 de dezembro de 1944, na reforma toponímica que varreu os nomes repetidos do país. No meio disso o município foi mãe: a Lei nº 961, de 16 de outubro de 1926, criou e anexou o distrito de Umbaúba, que só se emancipou pela Lei estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953. Desde então Cristinápolis é constituída apenas do distrito sede.