História
Indiaroba nasceu de uma disputa de fronteira e a resolveu virando comarca. A Prefeitura, em página oficial que se apoia em pesquisa acadêmica da Universidade Federal de Sergipe, resume o problema: o território entre o rio Saguim, ao norte, e o rio Real, ao sul, foi por quase um século alvo de disputas entre a Abadia, do lado da Província da Bahia, e Santa Luzia do Rio Real, do lado de Sergipe, com as rivalidades se intensificando por volta de 1787 entre os capitães-mores dos dois lados. Antes disso, franceses excursionavam pelo rio Real desde 1575 e contrabandeavam madeira com ajuda dos indígenas; a conquista de Sergipe por Cristóvão de Barros, em 1590, abriu o ciclo das sesmarias e das fazendas de gado a partir de 1596. Por volta de 1750, padres jesuítas vindos de Santa Luzia pelo rio Saguim fundaram um hospício e a capela de Nossa Senhora do Carmo, no lugar que hoje é o povoado Convento. A povoação foi chamada de Feira da Ilha, por causa dos comerciantes que traziam mercadoria do lado baiano, e depois Terra do Divino Espírito Santo. A escalada administrativa começou com a Lei Provincial nº 65, de 6 de março de 1841, que elevou a capela do povoado do Espírito Santo à condição de freguesia, pertencente ao município de Santa Luzia; seguiu com a Lei Provincial nº 162, de 20 de março de 1846, que criou a vila de Espírito Santo do Rio Real, desmembrada de Santa Luzia; passou pela transferência da sede para a povoação de Campinhos, em 1870, e pelo retorno, em 1879. O nome atual só veio pelo Decreto-lei estadual nº 377, de 31 de dezembro de 1943.