História
Laranjeiras nasceu de um porto. No trecho do rio Cotinguiba em que as laranjeiras davam nome à paisagem, formou-se no fim do século XVI um embarcadouro que escoava a produção da zona açucareira, em terras da antiga freguesia de Nossa Senhora do Socorro do Tomar de Cotinguiba, ocupadas depois da campanha de Cristóvão de Barros. O povoado viveu a destruição do domínio holandês entre 1637 e 1645 e renasceu com os engenhos; em 1701 os padres da Companhia de Jesus ergueram a primeira igreja do território, a residência do Retiro, e em 1731 iniciaram, sobre uma colina a dois quilômetros do centro, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Comendaroba, que o próprio verbete do IBGE trata como obra-prima da arquitetura do período. A escalada administrativa veio no século XIX: distrito pela Lei Provincial de 6 de fevereiro de 1835, vila por decreto de 7 de agosto de 1832 — a base do IBGE grafa "1932", evidente erro material, pois registra a instalação da vila em 4 de fevereiro de 1833 — e cidade pela Lei Provincial nº 209, de 5 de maio de 1848, no auge do açúcar, quando o porto de Laranjeiras era a praça comercial mais movimentada de Sergipe.