História
Maruim nasceu de uma fuga e cresceu de um trapiche. A primeira povoação ficava em Mombaça, ponto de embarque na margem esquerda do rio Sergipe, defronte do Porto das Redes — a antiga alfândega da província —, lugar de comércio fácil e lavoura farta, mas também de endemias que acabaram por expulsar os moradores. Subindo o curso, encontraram abrigo às margens do Ganhamoroba, dentro dos limites do engenho Maruim de Baixo, cujo dono, Manoel Rodrigues de Figueiredo, consentiu que ali se levantassem casas. Foi outro português, José Pinto de Carvalho, quem deu o empurrão decisivo: ergueu um grande armazém, um trapiche, para negociar o açúcar, e passou a defender a criação de uma vila no local, contra a vontade do proprietário das terras. A disputa terminou em 1835, quando o governador da Província, Manoel Ribeiro da Silva Lisboa, transformou Maruim em vila. A formação administrativa registrada pelo IBGE guarda uma inversão curiosa: a vila aparece pela Resolução do Conselho do Governo aprovada pela Lei Provincial de 19 de fevereiro de 1835, e o distrito, pelo Decreto Provincial de 21 de janeiro de 1837 — vila antes de distrito. A elevação a cidade e sede veio pela Lei Provincial nº 374, de 5 de maio de 1854. Desde a divisão administrativa de 1911 até a de 2023, o município é constituído apenas do distrito-sede.