História
Pacatuba já foi vila no Império, virou distrito na República e voltou a ser município no meio do século XX — poucos lugares de Sergipe têm trajetória tão acidentada. A ocupação começa com um aldeamento indígena na confluência do rio Poxim do Norte com o Betume, comandado pelo cacique que deu nome ao lugar. Por volta de 1640 padres jesuítas começaram a levantar uma capela no aldeamento; expulsos em 1732 por ordem do Marquês de Pombal, foram substituídos pelos capuchinhos, que concluíram a capela em 1810 e a dedicaram a São Félix de Cantalício. O distrito foi criado por resolução provincial de 6 de fevereiro de 1835, e a Resolução Provincial nº 981, de 2 de maio de 1874, elevou o lugar a vila, desmembrando-o de Vila Nova — a atual Neópolis. Veio então a inversão: a Lei estadual nº 960, de 20 de outubro de 1926, transferiu a sede municipal da povoação de Pacatuba para a de Jaboatão, e Pacatuba passou a figurar como simples distrito do vizinho. O Decreto-lei estadual nº 377, de 1943, ainda trocou seu nome para Pacatiba. A autonomia só foi restabelecida pela Lei estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, com instalação em 31 de janeiro de 1955. Vinte e sete anos como distrito de quem antes fora seu desmembrado.