História
Nossa Senhora da Glória nasceu de uma parada de viagem. Boca da Mata era o nome do pouso onde os tropeiros que cruzavam o sertão dormiam na entrada da mata para seguir de madrugada, e em volta dos ranchos cresceu um núcleo de criadores de gado e roçados de mandioca, milho, feijão e algodão. A identidade mudou pelas mãos de um padre: Francisco Gonçalves Lima trouxe uma imagem de Nossa Senhora da Glória, rebatizou o lugar e deixou à cidade a padroeira e o nome. A emancipação foi tardia e veio em dois tempos: a Lei estadual nº 835, de 6 de novembro de 1922, criou o distrito, repartido entre Gararu e Porto da Folha, e a Lei estadual nº 1.014, de 26 de setembro de 1928, desmembrou dos dois municípios o novo, instalado em 1º de janeiro de 1929, com João Francisco de Souza como primeiro intendente. Depois de emancipada, a cidade ainda pertenceu à comarca de Capela, a quilômetros de distância — e o registro do IBGE de que sua feira superou a do próprio município de origem, Gararu, anuncia cedo o papel que o século XX confirmaria: o posto avançado virou o centro do alto sertão.