História
A certidão de nascimento de Nossa Senhora das Dores está numa doação de terras de 4 de outubro de 1606, quando o capitão-mor Nicolau Felipe de Vasconcelos concedeu a Pero Novais de Sampaio duas léguas devolutas entre as bacias dos rios Sergipe e Japaratuba, com a finalidade declarada de criar gado — é um dos primeiros registros do interior sergipano, feito nos primeiros anos da colonização portuguesa da capitania. O que veio depois foi mais duro: o século XVII deixou na região a memória dos conflitos entre colonizadores e indígenas, e o povoado ganhou o nome de Enforcados por abrigar pontos de cárcere e de execução dos que resistiam. A troca do topônimo veio em meados do século XIX, atribuída às pregações de um missionário segundo os relatos recolhidos por Laudelino Freire. A escalada administrativa é breve e legível: distrito pela Resolução Provincial nº 491, de 28 de abril de 1858; vila pela Resolução Provincial nº 555, de 11 de junho de 1859, com território desmembrado de Capela e de Divina Pastora; cidade pela Lei estadual nº 795, de 23 de outubro de 1920. De 1911 até o quadro territorial de 2023, o município é constituído apenas do distrito-sede — fronteiras estáveis por mais de um século.