História
A história de Neópolis começa com um contrato descumprido. Em 18 de outubro de 1679 a povoação de Santo Antônio de Vila Nova virou freguesia, sobre terras que o rei de Portugal doara a Antônio de Britto Castro com um encargo preciso: erguer ali trinta casas, cadeia, pelourinho e casa de câmara. Morto o donatário, o filho Sebastião pediu, em 1683, a nomeação em seu lugar, e informou à Coroa, em 1689, que tudo fora cumprido e que a vila já reunia duzentos moradores. Uma Carta Régia de 29 de novembro daquele ano mandou o ouvidor de Sergipe conferir. O que ele encontrou foram prédios frágeis, cobertos de palha em vez da alvenaria e da madeira combinadas — e a vila voltou ao patrimônio real com outro nome, Vila Real do São Francisco. Em 1733 a povoação foi elevada a vila como Vila Nova Del Rei; em 1817 perdeu quatro quintos do território para a criação da freguesia de Santo Antônio do Urubu de Baixo, hoje Propriá. A elevação a cidade veio pela Lei estadual nº 583, de 23 de novembro de 1910, ainda como Vila Nova, e o nome atual chegou em 1940, pelo Decreto-lei federal nº 2.104 — a Prefeitura atribui a mudança a um decreto da Interventoria Federal, de 30 de abril daquele mesmo ano, divergência que fica registrada.