História
A história de Poço Verde começa com uma licença negada. A fazenda que deu nome ao lugar ficava na margem direita do Rio Real, no lado baiano, e integrava desde o século XVI o patrimônio do português Garcia d'Ávila; em 1839 Sebastião da Fonseca Dória comprou-a aos herdeiros e instalou-se ali. Querendo erguer uma capela, procurou a paróquia de São João Batista de Jeremoabo, à qual as terras pertenciam — e o pedido foi recusado. Recorreu então à paróquia de Nossa Senhora Imperatriz dos Campos, na vila de Campos do Rio Real, do lado sergipano, onde depois se formaria a cidade de Tobias Barreto. Autorizado, em 1847 ele e a mulher, Maria do Espírito Santo, compraram um terreno do outro lado do rio e construíram um cemitério com uma capela em seu interior, na qual ergueram uma imagem da Santa Cruz. Foi em torno desse cemitério e dessa capela — em solo sergipano por causa de uma negativa eclesiástica baiana — que nasceu o povoado. A vida administrativa veio depois: distrito em 1923, subordinado ao município de Campos; vila pelo Decreto-Lei Federal nº 311, de 1938; e o município-mãe passou a chamar-se Tobias Barreto pelo Decreto-lei estadual nº 533, de 7 de dezembro de 1944. A emancipação chegou pela Lei estadual nº 525-A, de 25 de novembro de 1953, com desmembramento de Tobias Barreto e instalação em 1º de fevereiro de 1955.