Cidade de AM

Humaitá

Humaitá é a cidade onde a BR-319 encontra a Transamazônica, à margem do rio Madeira, na divisa do Amazonas com Rondônia: 57.473 habitantes (Censo 2022) em 33.111 km². A comarca foi criada em 1891 e é de primeira entrância, porque no Amazonas só existem duas e a segunda é a Capital, com três varas e Juizado Especial fixados pela Resolução nº 23/2024 do TJAM e reunidos desde maio de 2025 no Fórum Desembargador Hamilton Mourão, o maior do interior do estado. O Tribunal do Júri e a execução penal ficam na 1ª Vara, a criminal; o juízo de garantias, não: é exercido pela Central de Garantias, em Manaus. A cidade tem unidade prisional da SEAP-AM, vara do trabalho, polo da Defensoria e sucursal da OAB, mas nenhuma subseção da Justiça Federal.

UF
AM
Porte
média
População
57.473 hab.

Para questões judiciais em Humaitá (AM), o juízo competente é da Comarca de Humaitá — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A história administrativa de Humaitá é a de um município que já foi maior do que é. O núcleo nasceu como distrito de São Francisco do Rio Madeira, criado pela Lei nº 686, de 2 de junho de 1885, subordinado a Manicoré; em 1888 a Lei nº 790 transferiu a sede do distrito para o lugar chamado Humaitá, que conservou o nome. O Decreto nº 31, de 4 de fevereiro de 1890, elevou-o a vila, desmembrada de Manicoré, e no ano seguinte o Decreto nº 95-A, de 10 de abril de 1891, criou a comarca; em outubro de 1894, no auge da borracha, virou cidade pela Lei estadual nº 90. O território ia bem além do atual: em 1938 o município ganhou o distrito de Calama e, em 31 de maio de 1944, o Decreto-lei federal nº 6.550 transferiu esse distrito para Porto Velho, no recém-criado Território Federal do Guaporé — o futuro Rondônia. Humaitá perdeu terra para outra unidade da Federação por ato do governo central, e a divisa que hoje define sua vocação rodoviária nasceu ali. Três décadas depois vieram as estradas, e com elas a migração, os assentamentos e uma segunda fundação da cidade, orientada pelo asfalto e não mais pelo barranco do rio.

Economia

O PIB municipal foi de R$ 926 milhões em 2023, segundo o IBGE — número que só faz sentido lido junto com o mapa. Humaitá é o ponto em que a carga que sobe ou desce entre Manaus e Porto Velho pela BR-319 encontra o começo da BR-230, e é o único acesso rodoviário estruturado do Amazonas ao restante do país. Daí a fisionomia econômica: comércio de beira de estrada, oficinas, hotelaria, combustível, transporte de carga e de passageiros, pecuária e madeira nas glebas ao longo das rodovias, além do porto no Madeira. A floresta também entrou na conta formal: a Floresta Nacional de Humaitá, inteiramente dentro do município, é a primeira floresta pública federal do Amazonas levada a concessão pelo Serviço Florestal Brasileiro, em lote de três unidades de manejo que soma 200.865 hectares e produção estimada de 104,5 mil metros cúbicos de tora por ano. Para a advocacia, o arranjo gera pauta própria: contratos de transporte e de fornecimento, responsabilidade civil por acidente rodoviário, direito ambiental e agrário, questões fundiárias de assentamento e, no penal, o que a estrada e a madeira arrastam, do transporte de entorpecentes aos crimes ambientais e de trânsito.

Panorama jurídico

Quem procura a Justiça em Humaitá precisa de três informações que não estão juntas em lugar nenhum. A primeira: a comarca é de primeira entrância, e isso, no Amazonas, não significa comarca pequena, porque o art. 8º da Lei Complementar estadual nº 261/2023 só admite duas entrâncias e a segunda é Manaus. O tamanho real aparece na Resolução nº 23/2024 do TJAM, cujo Anexo II dá a Humaitá três varas, faixa dividida apenas com Coari e Tefé, e no Fórum Desembargador Hamilton Mourão, inaugurado em 15 de maio de 2025, aniversário de 156 anos da cidade, e apresentado pelo tribunal como o maior do interior, com as três varas, o Juizado Especial e espaço reservado para uma quarta vara. A segunda é a divisão de matérias, do art. 58, III: criminal na 1ª Vara; família, sucessões, meio ambiente, infância e violência doméstica na 2ª; o cível restante na 3ª. Logo, Tribunal do Júri e execução penal são da 1ª Vara, e as primeiras sessões de júri no plenário novo, em maio de 2025, foram presididas pelo titular dela. A terceira surpreende quem vem de outros estados: no Amazonas a execução penal do interior não foi regionalizada. As varas especializadas por regime existem só na Capital, por força dos §§ 8º a 10 do art. 77, de modo que progressão, remição, livramento e falta grave de quem cumpre pena na Unidade Prisional de Humaitá são decididos na própria comarca — foi o juiz da 1ª Vara quem instalou ali o Conselho da Comunidade, em 2023, nos termos dos arts. 4º e 80 da Lei de Execução Penal. Centralizado é outro elo: pelo art. 3º, § 1º, da Resolução nº 23/2024, o juízo de garantias das comarcas de primeira entrância é exercido pela Central de Garantias de Manaus. E há um limite de mapa que engana: a Transamazônica sai do município depressa, e o povoado do quilômetro 180, Santo Antônio do Matupi, é distrito de Manicoré, não de Humaitá, segundo o cadastro do IBGE; fato ocorrido lá não é processo daqui. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Curiosidades

Humaitá coleciona confusões de nome e de mapa. A primeira é o homônimo: existe Humaitá no Rio Grande do Sul e um bairro famoso no Rio de Janeiro, e não é raro que documento e correspondência sigam para o lugar errado; o código do IBGE do município amazonense é 1301704, e é ele que resolve a dúvida. A segunda é o "180" da Transamazônica: a vila de Santo Antônio do Matupi é contada em quilômetros a partir de Humaitá e, ainda assim, é distrito de Manicoré no cadastro do IBGE. A terceira está na estrutura federal: a unidade da Polícia Rodoviária Federal instalada no quilômetro 678 da BR-319, em pleno Amazonas, é administrada a partir de Rondônia — a divisa atravessa até o organograma. A quarta é jurídica: procurar "entrância intermediária" no Amazonas é perder tempo, porque ela não existe. E a quinta é de calendário: o maior fórum do interior amazonense foi inaugurado no dia em que a cidade fazia 156 anos.

Educação e cidadania

Para quem mora no sul do Amazonas, Humaitá é o endereço onde as instituições estão de fato instaladas. A Defensoria Pública do Estado mantém unidade física própria, o Polo do Madeira, na Rua Circular Municipal, e atende gratuitamente quem não pode contratar advogado, inclusive em matéria criminal e de execução penal, com agendamento pelo 129, pelo portal de atendimento ou por WhatsApp. A OAB/AM tem sucursal na Rua Marechal Deodoro. O cartório da 17ª Zona Eleitoral, com sede nova desde dezembro de 2025, responde por 29 locais de votação e 33.343 eleitores. A UFAM mantém na cidade o Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente, que forma agrônomos, engenheiros ambientais e professores e recebe estudantes de cinco municípios vizinhos. Conhecer esse mapa muda decisões: saber que a execução penal é decidida na 1ª Vara da própria comarca evita viagem inútil a Manaus; saber que o juízo de garantias e a Justiça Federal ficam na capital evita a expectativa de resolver tudo no fórum da esquina.

Segurança e fronteira

Poucos municípios amazonenses de porte médio concentram tantas estruturas de força quanto Humaitá, e a razão é geográfica. A cidade tem o 4º Batalhão de Polícia Militar sediado no município, delegacia interativa da Polícia Civil, unidade prisional própria da SEAP-AM — uma das sete do interior —, o 54º Batalhão de Infantaria de Selva, da 17ª Brigada de Infantaria de Selva, e unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal no quilômetro 678 da BR-319. Cada porta dessas leva a um juízo diferente, e é aí que a família se perde: o flagrante comum vai à 1ª Vara da comarca; o crime militar praticado por militar da ativa vai à Justiça Militar da União, cuja 12ª Circunscrição fica em Manaus e abrange quatro estados; o crime ambiental em floresta nacional, ou o ilícito que atinja interesse da União, puxa a Justiça Federal, também em Manaus. E a tendência é de mais fiscalização: o plano federal para a BR-319 prevê portais de fiscalização integrada em Humaitá, Careiro e Manicoré até 2027, com Ibama, ICMBio, Polícia Federal e PRF, e sede multiagências na cidade em 2028, com a Funai. Numa rodovia que atravessa terra indígena e unidade de conservação, cada posto novo é também fonte nova de autuação, apreensão e prisão em flagrante.

Presença indígena

A relação de Humaitá com os povos indígenas é anterior à cidade e foi refundada pela estrada. O verbete histórico do IBGE registra que os primeiros habitantes da região viviam às margens do Maici, do Marmelos e do Madeira: Torá, Tenharim, Parintintin, Mura e outros. Hoje quatro terras indígenas homologadas alcançam o município, e os decretos dizem quanto e onde: a Terra Indígena Diahui, com 47.354 hectares inteiramente em Humaitá, homologada por decreto de 27 de outubro de 2004; a Sepoti, com 251.348 hectares, e a Torá, com 54.960 hectares, ambas entre Humaitá e Manicoré, da mesma data; e a Tenharim Marmelos - Gleba B, com 474.741 hectares, homologada em 5 de junho de 2012. A Transamazônica corta esse território, e o conflito que daí nasce chega ao Judiciário como matéria federal: o TRF da 1ª Região manteve, a pedido do Ministério Público Federal, condenação da União e da Funai à fiscalização permanente da TI Tenharim Marmelos. A lição prática é de competência: fato ocorrido em terra indígena, ou que envolva disputa sobre direitos indígenas, pode ser deslocado pelo art. 109 da Constituição para a Justiça Federal, em Manaus — e essa dúvida se resolve antes, não depois.

Dados do município

Mesorregião
Sul Amazonense
Microrregião
Madeira
Área (km²)
33111.129
População (Censo 2022)
57.473
Densidade demográfica (hab/km²)
1.74

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Humaitá/AM

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Humaitá
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (TJAM)
Entrância
primeira entrância
Criação
Comarca antiga e instalada: criada pelo Decreto nº 95-A, de 10 de abril de 1891, no mesmo movimento que desmembrou Humaitá de Manicoré; funciona com varas próprias e fórum inaugurado em 2025.
Classificação
O Amazonas não tem entrância intermediária nem final. Quem classifica as comarcas hoje é o art. 8º da Lei Complementar estadual nº 261, de 18 de dezembro de 2023, publicada em 28 de dezembro de 2023 e em vigor desde 1º de janeiro de 2024 (art. 186): duas entrâncias apenas — primeira, as localizadas em municípios do interior do Estado (inciso I); segunda, a Capital (inciso II). O que mudou não foi só o número da lei. A norma anterior, a Lei Complementar estadual nº 17/1997, revogada pelo art. 184 da 261, falava em "entrância inicial" e "entrância final" e nomeava as comarcas uma a uma, por inciso; a lei vigente classifica por geografia e, no art. 9º, faz de todo município do Estado sede de comarca. Quem ainda encontrar Humaitá descrita como "entrância inicial" está lendo a nomenclatura revogada: Humaitá é de primeira entrância — o que nada diz sobre o tamanho da estrutura.
Estrutura
A Resolução nº 23, de 11 de junho de 2024, do Tribunal Pleno do TJAM, fixa no Anexo II a quantidade de varas por comarca do interior e coloca Humaitá na faixa de três varas, ao lado apenas de Coari e Tefé; acima delas, só Itacoatiara, Manacapuru e Parintins, com quatro. Funciona ainda o Juizado Especial Cível e Criminal da comarca. O Fórum de Justiça Desembargador Hamilton Mourão, inaugurado em 15 de maio de 2025, reúne as quatro unidades e foi apresentado pelo TJAM como o maior fórum do interior do estado, com sala de depoimento especial e espaço para uma quarta vara futura.
Competências
A divisão de matérias vem do art. 58, III, da LC nº 261/2023: nas comarcas com três varas comuns, a 1ª Vara julga os feitos de jurisdição criminal; a 2ª responde por família, órfãos e sucessões, meio ambiente, infância e juventude cível e infracional e violência doméstica contra a mulher; a 3ª fica com o cível remanescente.
Tribunal do juri
O Tribunal do Júri funciona na própria comarca (art. 70 da LC nº 261/2023) e cabe à 1ª Vara. As primeiras sessões no plenário do novo fórum ocorreram em maio de 2025, presididas pelo juiz titular da 1ª Vara, dentro do programa "Júri Eficiente" do TJAM, com atuação do Ministério Público estadual e da Defensoria Pública.
Execução penal
A execução penal de Humaitá corre em Humaitá. O Amazonas não regionalizou a execução do interior: a LC nº 261/2023 lista as competências do juízo da execução no art. 77 e reserva a especialização por regime — fechado, semiaberto e aberto — às 1ª, 2ª e 3ª Varas de Execução Penal da Comarca de Manaus (§§ 8º a 10). No interior, essas competências são exercidas pela vara com jurisdição criminal, que aqui é a 1ª Vara. O próprio TJAM tratou o titular dela como "juiz da execução penal da Comarca de Humaitá" ao noticiar a Portaria nº 05/1ª, de 17 de julho de 2023, que criou o Conselho da Comunidade com base nos arts. 4º e 80 da Lei de Execução Penal. Progressão, remição, livramento e falta grave de quem cumpre pena na Unidade Prisional de Humaitá são decididos na mesma cidade.
Juizo de garantias
Há centralização, mas em outro elo: pelo art. 3º, § 1º, da Resolução nº 23/2024, a competência da Vara do Juízo de Garantias das comarcas de primeira entrância é exercida pela Central de Garantias instalada na comarca de Manaus. O controle da fase de investigação não fica no fórum local, ainda que o processo, o júri e a execução fiquem.
Juizado especial
Juizado Especial Cível e Criminal da Comarca de Humaitá, na Rua 5 de Setembro, s/nº, Centro, CEP 69800-000, telefone (97) 3373-2625, das 8h às 14h. O TJAM mantém o Balcão Virtual para atendimento remoto.
Jurisdição
Pelo art. 9º da LC nº 261/2023 todos os municípios do estado são sedes de comarca, e o que não foi implantado vira termo judiciário. Apuí, Canutama, Manicoré e Novo Aripuanã têm varas próprias no Anexo II da Resolução nº 23/2024: a comarca de Humaitá responde pelo território do município.

OAB — Subseção

Nome
Sucursal de Humaitá — OAB/AM
Endereço
Rua Marechal Deodoro, nº 88, Centro, Humaitá - AM
Site
www.oabam.org.br/sucursais
Estrutura
A OAB/AM organiza a presença no interior por sucursais, e Humaitá tem a sua, com endereço próprio no centro. A advocacia local também tem assento no Conselho da Comunidade da comarca, órgão auxiliar da execução penal.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Sem subseção no município: os feitos federais correm na Seção Judiciária do Amazonas, em Manaus.
Justica trabalho
1ª Vara do Trabalho de Humaitá (TRT-11), na Rua S/1, nº 670, Centro.
Unidade de conservação
A Floresta Nacional de Humaitá, criada pelo Decreto nº 2.485, de 2 de fevereiro de 1998, com cerca de 472,4 mil hectares, fica integralmente dentro do município, é administrada pelo ICMBio — com escritório na Rua Julio de Oliveira, nº 502, São Pedro — e foi a primeira floresta pública federal do Amazonas levada a concessão pelo Serviço Florestal Brasileiro.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Humaitá é um dos sete municípios do interior do Amazonas com unidade prisional própria, ao lado de Coari, Itacoatiara, Maués, Parintins, Tabatinga e Tefé — todas as demais ficam em Manaus. Para a família, isso significa visita sem viagem à capital e execução penal decidida na mesma comarca; transferências para o sistema da capital ocorrem e são noticiadas pela Secretaria de Segurança Pública.
Unidades
· Unidade Prisional de Humaitá · Administração
Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Amazonas (SEAP-AM)
· Unidade Prisional de Humaitá · Endereço
Rua Padre José Maria Pena, nº 1639, Bairro São Pedro, Humaitá - AM, CEP 69800-000
· Unidade Prisional de Humaitá · Telefone
· Unidade Prisional de Humaitá · E-mail

Povos indígenas

Panorama
Quatro terras indígenas homologadas alcançam o território do município, todas com decreto presidencial publicado, e uma delas está inteiramente em Humaitá.
Terras
Terras
Terra Indígena Diahui — grupo Diahui, só em Humaitá, 47.354 hectares, homologada por decreto de 27 de outubro de 2004, Terra Indígena Tenharim Marmelos - Gleba B — grupo Tenharim, em Humaitá e Manicoré, 474.741 hectares, homologada por decreto de 5 de junho de 2012, Terra Indígena Sepoti — grupo Tenharim, em Humaitá e Manicoré, 251.348 hectares, homologada por decreto de 27 de outubro de 2004, Terra Indígena Torá — grupos Torá e Apurinã, em Humaitá e Manicoré, 54.960 hectares, homologada por decreto de 27 de outubro de 2004

Instituições de ensino

Superior
O Instituto de Educação, Agricultura e Ambiente (IEAA) da Universidade Federal do Amazonas tem sede em Humaitá e atende também Apuí, Borba, Lábrea, Manicoré e Novo Aripuanã, com graduações em Agronomia, Engenharia Ambiental, Pedagogia, Letras e licenciaturas em Ciências.

Ministério Público Estadual

Estadual
Promotoria de Justiça de Humaitá — Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). O promotor com atuação na comarca oficia nas sessões do Tribunal do Júri realizadas no fórum local e integra o Conselho da Comunidade.
Canais institucionais
Ouvidoria do Ministério Público pelo 127; portal institucional em https://www.mpam.mp.br/

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Amazonas mantém unidade física própria em Humaitá — o Polo do Madeira —, na Rua Circular Municipal, nº 933, bairro Novo Centenário. O atendimento é gratuito, destinado a quem não pode contratar advogado, alcança matéria criminal e execução penal e inclui visitas a delegacia, unidade prisional, hospitais e abrigos.
Agendamento
Disque 129, de segunda a sexta das 8h às 14h; portal https://atendimento.defensoria.am.def.br/; ou WhatsApp (92) 98559-1599, das 14h às 18h. Em caso urgente, atendimento direto na unidade, das 8h às 14h.
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal, o atendimento gratuito cabe à Defensoria Pública da União, que acompanha a Seção Judiciária do Amazonas.

Justiça Federal

Vinculação
Seção Judiciária do Amazonas — Justiça Federal da 1ª Região, com sede em Manaus
Jurisdição
Humaitá não tem subseção federal, e a distância não muda isso: no Amazonas a Justiça Federal mantém subseção no interior apenas em Tabatinga, além de unidade avançada em Tefé. O feito federal nascido aqui tramita em Manaus.
Observação competência
O tema federal não é hipótese acadêmica: quatro terras indígenas homologadas, uma floresta nacional inteira e duas rodovias federais cruzando a cidade atraem a competência do art. 109 da Constituição quando envolvem interesse da União, direitos indígenas ou crime ambiental em unidade de conservação federal. O TRF da 1ª Região já impôs à União e à Funai fiscalização permanente na TI Tenharim Marmelos, em ação do Ministério Público Federal.

Justiça do Trabalho

Nome
1ª Vara do Trabalho de Humaitá
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11), com sede em Manaus
Endereço
Rua S/1, nº 670, Centro, Humaitá - AM, CEP 69800-000
Telefone
E-mail
Abrangência
Apuí, Borba, Humaitá, Manicoré e Novo Aripuanã

Justiça Eleitoral

Zona
17ª Zona Eleitoral — Humaitá
Endereço
Rua Padre José Maria Pena, nº 249, São Pedro, Humaitá - AM
Central atendimento eleitor
148

Segurança Pública

Panorama
A cidade guarda um entroncamento rodoviário no meio da floresta, e a arquitetura de segurança reflete isso: batalhão da Polícia Militar, delegacia da Polícia Civil, unidade prisional estadual, batalhão de infantaria de selva e posto da PRF na beira da BR-319 — arranjo incomum para 57 mil habitantes.
Policia militar
O 4º Batalhão de Polícia Militar do Amazonas é sediado em Humaitá e atende o município e a região, com operações frequentemente conjuntas com a Polícia Civil, divulgadas pela PMAM e pela SSP-AM.
Policia rodoviária federal
A Unidade Operacional de Humaitá da PRF fica no km 678 da BR-319 e, no organograma federal, está vinculada à delegacia da PRF em Rondônia, cujo canal institucional é del01.ro@prf.gov.br. Para quem é autuado ou preso na rodovia, o detalhe importa: o procedimento nasce numa estrutura sediada em outro estado.
Presenca militar
Humaitá abriga o 54º Batalhão de Infantaria de Selva, subordinado à 17ª Brigada de Infantaria de Selva. Crime militar praticado por militar da ativa não corre na comarca: é da Justiça Militar da União, cuja 12ª Circunscrição Judiciária Militar, sediada em Manaus, abrange Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima.
Fiscalização federal prevista
Dentro do plano federal de ações integradas para a BR-319, o Governo Federal anunciou três portais de fiscalização integrada até 2027 — Humaitá, Careiro e Manicoré — com Ibama, ICMBio, Polícia Federal e PRF, e, em 2028, uma sede multiagências em Humaitá com participação da Funai.
Atendimento mulher
Central de Atendimento à Mulher pelo 180, 24 horas; a competência para violência doméstica na comarca é da 2ª Vara (art. 58, III, "b", da LC nº 261/2023).

Polícia Civil

Unidade
Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Humaitá, da Polícia Civil do Amazonas, vinculada ao Departamento de Polícia do Interior: é a porta de entrada do flagrante e do inquérito na cidade e nas comunidades do entorno.
Canais institucionais
Emergência 190; Polícia Civil 197; Disque-Denúncia da SSP-AM pelo 181

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional