História
A cidade começou como ponto de parada. Até a década de 1940 o lugar era Morro Dantas, depois Morro da Escola, ligado por trilha ao rio Itaúnas e, dali, por via fluvial, ao povoado de Pai João, em Conceição da Barra. A extração de madeira chegou em 1943 com uma companhia industrial que abriu estrada até o rio; em 1944 outra estrada uniu Morro Dantas a Nanuque, passando pela Vila de Taquaras, então sede do distrito, e conserva até hoje o traçado original. Em 1949 um comerciante baiano chamado Pedro Canário Ribeiro montou pensão e armazém à beira dessa estrada, e o nome dele grudou no lugar. Os anos 1950 foram violentos: sem documentação de posse, expulsões de posseiros marcaram a zona rural; em 1953 a lavoura cafeeira chegou com uma grande fazenda e trouxe mão de obra. O que mudou a geografia local, porém, foi a BR-101: a empreiteira do trecho São Mateus-Mucuri chegou em julho de 1957, a obra foi concluída em 1962 e, na década de 1970, o desvio do tráfego esvaziou Taquaras e encheu o povoado da parada, que ganhou comércio, serrarias, agência bancária e hospital. O distrito de Taquaras passou a chamar-se Pedro Canário pela Lei estadual nº 3.383, de 27 de novembro de 1980, e o município nasceu pela Lei estadual nº 3.623, de 23 de dezembro de 1983, desmembrado de Conceição da Barra; o distrito de Cristal do Norte foi criado em 1988.