História
A memória de Brejo começa antes de qualquer lei. O verbete do IBGE registra que em 1684 os índios anapurus já viviam no território e que em 1770 lhes foram cedidas pelo governador da província "três léguas de terras em quadro", demarcadas a partir do templo da povoação. O nome do grupo, diz a mesma fonte, seria corruptela de "Muypurás", índios das margens do Parnaíba, e significaria "Fruta do Rio". A ocupação portuguesa foi violenta e documentada: mortes em 1709, guerra por ordem do governador no mesmo ano, ordem régia de 1722 com novas instruções para destruí-los, nova permissão oficial em 1731. Em 1729 Brejo era um sítio, doado em 11 de julho àquele que o IBGE chama de primeiro povoador; a principal povoadora, porém, foi uma portuguesa que chegou com colonos vindos de Portugal na corte de D. João VI, sobrevivente de um naufrágio no São Francisco. A vila veio em 1820 e a cidade pela Lei Provincial nº 899, de 11 de julho de 1870. No meio disso passou a Balaiada, revolta popular maranhense dos anos 1830-1840 que atingiu o município. A comarca é desse período: Lei nº 158, de 1843. Em 1911 Brejo tinha oito distritos; hoje, um só — o último a sair foi Estrela dos Anapurus, emancipado como Anapurus pela Lei Estadual nº 2.378, de 1964.