História
Coroatá começou como ponto de parada. O povoamento se organizou em torno de paióis — depósitos que serviam de pouso a fazendeiros e viajantes vindos sobretudo do Mearim — instalados na margem do Igarapé Grande, afluente do Itapecuru, num núcleo então chamado Coroatá-Grande. Com o tempo, os moradores atravessaram para a margem oposta e ali levantaram a cidade, junto ao rio que dava a única estrada confiável do sertão maranhense. A Lei Provincial nº 173, de 5 de novembro de 1843, elevou o lugar à condição de vila, desmembrando-o de Caxias, e a instalação se deu no mesmo dia. A segunda camada da formação urbana veio do comércio: no fim do século XIX e começo do XX chegaram imigrantes sírio-libaneses que montaram as casas de negócio da praça e, segundo o registro histórico do município, foram peça decisiva na autonomia econômica da localidade. A elevação a cidade veio pela Lei estadual nº 924, de 8 de abril de 1920, quando os trilhos da São Luís–Teresina já cruzavam o município e escoavam arroz e coco babaçu para os dois portos. Coroatá foi também mãe de outros municípios: perdeu Pirapemas pela Lei estadual nº 821, de 11 de dezembro de 1952, e Peritoró — distrito criado em seu território pela Lei estadual nº 269, de 1948 — pela Lei estadual nº 6.202, de 22 de novembro de 1994. Em 1977 a cidade ganhou outro tipo de centralidade: a diocese própria, desmembrada da Arquidiocese de São Luís.