História
A história de Campina Verde começa com uma fuga e uma doação. Os caiapós habitavam o extremo oeste do Triângulo quando, em fins do século XVIII, João Batista Siqueira e sua mulher, fugindo da Justiça, se apossaram das cabeceiras do Arantes e se fixaram no sítio das Perobas, criando gado. Em 1830, sem descendentes, o casal doou as fazendas Campo Belo, Perobas e Fortaleza à Congregação da Missão, que instalou em Campo Belo uma de suas casas — e foi em volta dessa igreja, com licença dos padres, que os moradores se estabeleceram e o arraial se formou. O resto é a lenta subida de degraus administrativos. O distrito nasceu com sede na povoação de Monjolinho e o nome de Rio Verde, no município de Vila Platina (depois Ituiutaba); a Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, transferiu-o para o município do Prata e mudou-lhe a sede para Campo Belo; a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, trocou o nome de Rio Verde para Campina Verde, e o quadro anexo a essa mesma lei lista o município do Prata com os distritos de Prata, Jardim e Campina Verde. A emancipação veio com o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que criou o município de Campina Verde com o distrito de Campina Verde, desmembrado do Prata, e o de São Francisco de Sales, desanexado de Frutal, criando ainda o distrito de Santa Rosa. Mas município não é comarca: nos quadros de 1939-1943 e 1944-1948 o município de Campina Verde "pertence ao têrmo e comarca de Prata". A comarca só chegou depois de um tropeço legislativo — a criação constava do VI Grupo da Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, e foi VETADA — e o Guia Judiciário registra a instalação em 12 de março de 1950.