História
Caeté é anterior a quase tudo que hoje a cerca. A primeira entrada é atribuída ao sertanista Lourenço Castanho Tanques, louvado por Carta Régia de 23 de março de 1664 pelos serviços de descobridor das minas dos Cataguases e dos sertões do Caeté; vieram depois Antônio Rodrigues Arzão e seu cunhado Bartolomeu Bueno de Sequeira, e a expedição do paulista Leonardo Nardez, que em 1701 chegou ao ribeiro na boca da mata e a quem se atribui o "descobrimento" do lugar. Em 1704 o arraial já estava povoado por levas de paulistas e forasteiros, muitos vindos da Bahia pelo São Francisco, e naquele ano frei Simão de Santa Tereza iniciou a igreja do Rosário. Entre os primeiros moradores estava Manoel Nunes Viana, que se estabeleceu no sopé da Serra da Piedade e de lá tirou fortuna comparável à de Borba Gato em Sabará — o mesmo Nunes Viana que chefiou a Guerra dos Emboabas em 1707 e foi sagrado "ditador de Minas" por seus companheiros, situação só desfeita pela negociação conduzida pelo governador Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho. Em 29 de janeiro de 1714 o povoado virou Vila Nova da Rainha por ato do governador D. Brás Baltazar da Silveira, instalada em 14 de fevereiro daquele ano. A vila foi extinta pela Resolução de 30 de junho de 1833, e reerguida — já com o nome de Caeté — pela Lei Provincial nº 171, de 23 de março de 1840, desmembrada de Sabará. Cidade, pela Lei Provincial nº 1.258, de 25 de novembro de 1865.