História
Araputanga nasceu de um balcão de terras do próprio Estado. Na colonização do sudoeste mato-grossense, o governo estadual vendia lotes a preços irrisórios e, em troca, os compradores se comprometiam a abrir estradas e infraestrutura — foi esse arranjo que trouxe as primeiras famílias para a gleba, que já se chamou Ituinópolis e, em 1963, Gleba Paixão, nome dado porque os pioneiros, diz o registro do IBGE, se apaixonaram pela riqueza natural do lugar. As datas fundadoras são miúdas e concretas: a primeira escola começou a funcionar em 23 de março de 1961, e o primeiro lote urbano foi vendido em 23 de maio de 1963. A vida administrativa veio na esteira de Mirassol d'Oeste: o distrito de Araputanga foi criado pela Lei Estadual nº 3.932, de 4 de outubro de 1977, subordinado àquele município, e a emancipação veio dois anos depois, pela Lei Estadual nº 4.153, de 14 de dezembro de 1979 — a mesma lei que criou, dentro do novo município, o distrito de Indiavaí. A instalação ocorreu em 23 de maio de 1981, dezoito anos exatos depois da venda do primeiro lote. Em 13 de maio de 1986, a Lei Estadual nº 4.898 desmembrou Indiavaí como município autônomo, e desde 1988 Araputanga ficou com um único distrito, o da sede — mas a relação com o antigo distrito não se desfez: é na comarca de Araputanga que os processos de Indiavaí correm até hoje.