História
A ocupação não indígena do vale do rio Aripuanã começou no fim do século XIX, puxada pelo ciclo da borracha: seringueiros, em boa parte nordestinos, subiram os rios amazônicos e montaram barracões, pequenos comércios e núcleos ribeirinhos numa região até então habitada por povos indígenas — entre eles Munduruku, Apiaká, Kayabi, Nambikwara e Arara, no registro do próprio IBGE. Foi um avanço violento: as primeiras décadas do século XX deixaram episódios de extermínio na região, como o massacre conhecido pelo nome do paralelo onze, que teve repercussão internacional. Administrativamente, o caminho foi acidentado: o distrito de Aripuanã aparece em 1936 vinculado a Santo Antônio do Rio Madeira, foi extinto pelo Decreto-lei Estadual nº 208, de 1938, e só voltou como município pela Lei Estadual nº 545, de 31 de dezembro de 1943, desmembrado de Alto Madeira, instalado em 19 de abril de 1944 com sede na antiga localidade de Angustura. A sede definitiva, à beira do rio Aripuanã, só recebeu a administração municipal em 2 de dezembro de 1978 — quase 35 anos depois de criado o município. Do território original saíram, um a um, Alta Floresta (1979), Juína (1982), Juruena (1988), Rondolândia e Colniza (ambos em 1998), além dos municípios que depois se desmembraram desses.