História
A ocupação de Brasnorte começou como negócio de terras, não como povoado. Em 1967 implantou-se ali um projeto agropecuário financiado pela Sudam em área das Casas Anglo-Brasileiras, de São Paulo; parte dessa gleba foi vendida ao grupo Roderjan e desmembrada em 1974, dando origem à Fazenda Cravari. A posse efetiva só veio em 1978, com a Colonizadora Brasnorte, de Nelson Vetorello, que passou a comercializar lotes urbanos e rurais e emprestou o nome à cidade. Os primeiros moradores chegaram naquele mesmo ano — Adão Bueno, que a prefeitura registra como tendo desembarcado em 1º de agosto de 1978, Adão Passamani e Luiz Barbosa —, e vieram em boa parte do oeste do Paraná, muitos deles desalojados pela formação do reservatório de Itaipu: gente que já havia perdido a terra uma vez e recomeçava a mil e poucos quilômetros dali. Como não havia estrada, as primeiras casas foram erguidas com madeira subida em balsa pelos rios do Sangue e Cravari. Em 1979 vieram a primeira serraria, da família Bianchini, a primeira missa e a escola. O distrito foi criado pela Lei Estadual nº 4.239, de 4 de novembro de 1980, ainda subordinado a Diamantino, e o município pela Lei Estadual nº 5.047, de 5 de setembro de 1986 — mas a emancipação ficou suspensa por decisão judicial e Brasnorte só foi instalado em 1º de junho de 1989.