História
Poucas cidades brasileiras levam o nome de quem sancionou a lei que as criou. Quando a colonização desta parte da chapada dos Parecis começou, quem governava Mato Grosso era Júlio José de Campos — político tradicional do estado, que já havia sido prefeito de Várzea Grande, deputado federal por duas vezes e senador —, e foi a Lei Estadual nº 5.000, de 13 de maio de 1986, sancionada por ele, que criou o distrito de Campos de Júlio. O nome soma a homenagem ao homem público e a descrição do lugar: os campos planos, de topografia lisa e solos férteis, próprios ao cultivo da soja. A mesma Lei nº 5.000/1986 criou o município de Comodoro, e é por isso que a história dos dois é uma só até determinado ponto — Campos de Júlio nasceu distrito comodorense e só se desmembrou pela Lei Estadual nº 6.561, de 28 de novembro de 1994, data que a cidade celebra como aniversário. Antes disso tudo, porém, a área já era povoada: os Nambikwára e os Enawenê-Nawê ocuparam esta região, e ainda consideram sagrada parte deste território por seus antepassados terem vivido aqui. A colonização moderna veio pela atuação de Valdir Masutti, que trouxe dezenas de famílias sulistas e formou o povoado cercado de lavoura — o nome dele está hoje na avenida onde funciona a prefeitura.