História
A história de Canabrava do Norte é uma história de posse, não de projeto. No início da década de 1950 — antes, portanto, da BR-158 e das colonizadoras que desenhariam boa parte do norte mato-grossense —, uma leva de posseiros, na maioria goianos e maranhenses, liderada por Elias Bento e por Marinho, fixou-se no ponto onde hoje está a sede urbana. O que encontraram nas margens dos córregos deu nome ao lugar: uma cana nativa de grande espessura, a canabrava, batizou o Patrimônio da Canabrava — "patrimônio", no vocabulário do sertanejo, é o povoado que nasce sem dono e sem planta. Nas décadas seguintes o povoado funcionou como centro irradiador de posseiros para toda a região do Araguaia, recebendo e redistribuindo famílias que subiam do Goiás e do Maranhão atrás de terra. A emancipação veio tarde e de forma incomum: a Lei estadual nº 5.896, de 19 de dezembro de 1991, criou o município desmembrando território de três vizinhos de uma vez — Porto Alegre do Norte, São Félix do Araguaia e Luciara —, e a instalação se deu em 1º de janeiro de 1993. O complemento "do Norte" foi acrescentado no batismo legal para evitar confusão com localidade homônima em Minas Gerais.