História
A história de Campinápolis é mais antiga do que a do município. O território faz parte da área tradicionalmente ocupada pelo povo Xavante, que se autodenomina A'uwe Uptabi — "gente verdadeira" —, do tronco linguístico macro-jê, instalado no leste mato-grossense muito antes de a divisão política chegar até aqui. A camada administrativa veio em duas etapas e ambas passam por Nova Xavantina: primeiro a Lei Estadual nº 4.353, de 1º de outubro de 1981, criou o distrito de Campinápolis, subordinado àquele município; depois a Lei Estadual nº 4.994, de 13 de maio de 1986, elevou o distrito à condição de município, desmembrado de Nova Xavantina, com instalação em 31 de dezembro do mesmo ano. O nome não é local: segundo o histórico do IBGE, homenageia as famílias vindas de Campinas, em Goiânia, e de Anápolis, ambas em Goiás — gente que subiu para o leste de Mato Grosso na esteira das frentes de colonização das décadas de 1970 e 1980. Em 2005 o município passou a ter dois distritos, Campinápolis e São José do Couto, configuração que permanece. Assim, num território de ocupação indígena antiga, sobrepôs-se em pouco mais de vinte anos uma malha municipal inteira — distrito, município, sede, distrito interno e, em 2004, comarca judiciária própria.