História
Diamantino é mais velha que quase tudo em Mato Grosso. Em 18 de setembro de 1728, nove anos depois de descobertas as minas de Cuiabá, a bandeira de Gabriel Antunes Maciel, capitão-mor de Sorocaba, alcançou um pequeno rio correndo num vale de pedra e cascalho e encontrou ouro e diamante em quantidade — em alguns pontos, à flor do solo. No encontro do Ribeirão do Ouro com o rio Diamantino formou-se o Arraial do Ouro, depois Arraial do Alto Paraguai, batizado assim por um engano dos sertanistas, que julgavam estar nas altas cabeceiras do rio Paraguai; o erro geográfico durou cerca de cinquenta anos e o topônimo, muito mais. Por resolução régia de 9 de agosto de 1811 o povoado virou distrito subordinado a Cuiabá; por alvará de 23 de novembro de 1820 foi elevado a vila, desmembrado da capital, com o nome de Nossa Senhora da Conceição do Alto Paraguay Diamantino. Em 1823, quando Cuiabá foi escolhida capital da província, Diamantino figurava entre as três principais cidades mato-grossenses, com comércio que rivalizava com o da capital e rota própria em direção ao Pará. A Lei estadual nº 772, de 16 de julho de 1918, elevou-a a cidade e fixou o nome atual. Do território original saíram municípios inteiros: Alto Paraguai pela Lei estadual nº 709, de 16 de dezembro de 1953, e Porto dos Gaúchos pela Lei estadual nº 1.945, de 11 de novembro de 1963 — este último, por sua vez, deu origem a Novo Horizonte do Norte e Tabaporã. Boa parte do norte de Mato Grosso foi, um dia, Diamantino.