História
Os primeiros registros de presença não indígena no território de Denise são de 1924, quando seringueiros — entre eles Adolpho Joseti — exploravam o látex das seringueiras da região. A borracha era armazenada no chamado Barracão de Zinco, hoje Fazenda Machado, levada até Barra do Bugres e embarcada numa lancha de nome Santana, que descia até Corumbá, de onde seguia para exportação. Na década de 1940 destacou-se José Gratidiano Dorileo, que trabalhou com ipecacuanha — a poaia — e borracha, depois migrou para o garimpo e, com a queda de preço dos dois produtos, deixou a região e foi morar em Cuiabá. O passo decisivo veio de seu genro: Júlio Costa Marques, sobrinho de Joaquim Augusto da Costa Marques, ex-presidente da província de Mato Grosso, obteve empréstimo no Banco do Brasil, contratou corretores e loteou a gleba onde nasceria a cidade — dando ao futuro centro urbano o nome de sua filha, Denise. O primeiro morador do loteamento foi José Fernandes, que trouxe uma serra tipo pica-pau e produziu as primeiras tábuas e vigas. Em 1968 a Sudam apoiou a instalação de duas serrarias na fazenda Rio dos Bugres; em 20 de setembro daquele ano chegou a família de Vicente Jacinto Franco e, em 27 de setembro, o padre Edgar Muller, então pároco de Tangará da Serra, celebrou a primeira missa no povoado. O distrito de Denise foi criado pela Lei Estadual nº 3.757, de 29 de junho de 1976, subordinado a Barra do Bugres; a emancipação veio com a Lei Estadual nº 4.453, de 6 de maio de 1982, e o município foi instalado em 1º de fevereiro de 1983.