História
A história de Santo Afonso passa por um fio de telégrafo. Por volta de 1912, a Comissão Rondon instalou no lugarejo uma estação telegráfica intermediária entre Parecis e Barra do Rio Bugres, ligando aquele trecho do sertão mato-grossense ao restante do país — e o ponto de parada herdou o nome de Afonso, um trabalhador da Companhia de Telégrafos que a memória oral consagrou como padrinho involuntário da cidade; o "Santo" só veio depois. Antes disso, a área vivia do extrativismo: seringueiros no início do século XX, e a órbita dos garimpos de Diamantino, cujos ciclos de prosperidade e declínio ditaram o ritmo da região. Em 1927, a Coluna Prestes passou pela localidade a caminho da Bolívia, episódio que o histórico oficial do município registra com orgulho. Nos anos 1940, José Gratidiano Dorileo mantinha ali um barracão de zinco para armazenar látex, e o povoado servia de referência aos viajantes que cruzavam a Serra de Tapirapuã. A partir de 1959 vieram as disputas de terra — com a Prelazia de Diamantino em defesa dos posseiros — e, em 1975, a leva migratória que consolidou o núcleo. O distrito foi criado pela Lei Estadual nº 3.785, de 30 de setembro de 1976, subordinado a Arenápolis, e o município nasceu pela Lei Estadual nº 5.909, de 20 de dezembro de 1991, instalado em 1993.