História
Poucos municípios amazônicos concentram tantas camadas de história. A Aldeia do Paru, fundada por volta de 1620 por frades capuchos e tupinambás, viu em 1623 neerlandeses e ingleses erguerem o Forte do Morro da Velha Pobre, logo destruído pela expedição de Bento Maciel Parente; em 1685 começou a construção do Forte do Paru, concluído pelo filho do construtor, no lugar da atual Praça do Relógio. A vila, criada em 22 de fevereiro de 1758, foi saqueada pelos cabanos, perdeu e recuperou a condição de vila (Decreto estadual nº 109, de 1890), foi extinta em novembro de 1930 e restaurada vinte dias depois pelo Decreto-lei nº 16. No fim do século XIX chegou o cearense que se tornaria o maior latifundiário da região, com domínios de Almeirim a Mazagão, no Amapá, e sede na vila de Arumanduba, dotada de energia, telégrafo e porto. Em 1967 começou o Projeto Jari: uma fábrica de celulose construída em Kobe, no Japão, e rebocada até as proximidades do que viria a ser o distrito de Monte Dourado, criado pela Lei estadual nº 5.075, de 2 de maio de 1983; no fim dos anos 1970 vieram a bauxita, o caulim, o porto, a ferrovia e a cidade planejada. Hoje o município tem três distritos: Almeirim, Arumanduba e Monte Dourado.