Cidade de PA

Vigia

Vigia de Nazaré tem 50.832 habitantes (Censo 2022) em 402 km² na zona do Salgado, de frente para a baía do Marajó — um dos núcleos mais antigos da colonização da Amazônia, freguesia de Nossa Senhora de Nazaré desde 1693 e um dos principais portos pesqueiros do Pará. É comarca de 2ª entrância do TJPA na 2ª Região Judiciária, com Vara Única, Tribunal do Júri e o termo judiciário de Colares. Vizinha da Região Metropolitana de Belém, não pertence a ela: a execução penal segue a regra do interior e corre na comarca da unidade prisional que custodiar o apenado — não há presídio no município. As causas federais correm na sede Belém da Justiça Federal; as trabalhistas, em Santa Izabel do Pará.

UF
PA
Porte
média
População
50.832 hab.

Para questões judiciais em Vigia (PA), o juízo competente é da Comarca de Vigia — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Antes de haver cidade, havia a função. Sobre a aldeia tupinambá de Uruitá, no furo que comunica as baías do Marajó e do Sol, o governo colonial montou um posto para vigiar as embarcações que entravam rumo a Belém e cobrar o que fosse devido — e a função batizou o povoado. A freguesia foi criada em 1693, sob a invocação de Nossa Senhora de Nazaré, e a vila veio logo depois, em 1698, o que faz de Vigia um dos primeiros núcleos municipais da Amazônia. Os jesuítas marcaram o lugar: a devoção nazarena que eles iniciaram ali em 1653 espalhou-se depois pelo Grão-Pará, e a Igreja Madre de Deus, cujas primeiras pedras o cronista Antônio Baena registra lançadas em 1702, ainda preside o centro histórico. A Cabanagem, entre 1833 e 1836, deixou depredações; a Lei Provincial nº 252, de 2 de outubro de 1854, elevou a vila a cidade. O território, imenso, foi se repartindo: Curuçá passou por Vigia como distrito em 1930, São Caetano de Odivelas também, e a Lei estadual nº 2.460, de 29 de dezembro de 1961, desmembrou de uma vez Colares e Santo Antônio do Tauá. Restaram a sede e o distrito de Porto Salvo — e uma relação com Colares que o mapa judiciário conserva até hoje, agora como termo da comarca.

Economia

A economia de Vigia se pesa em pescado. Estudos publicados no Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi apontam o município, ao lado de Belém e Bragança, entre os maiores portos de desembarque de pesca do Pará, e entre os municípios que concentram o emprego formal do setor pesqueiro no estado; a caracterização da frota local descreve embarcações majoritariamente de madeira, quase todas motorizadas, e quatro estaleiros em atividade na cidade — a cadeia completa, do casco ao gelo. O PIB municipal de R$ 602 milhões e o PIB per capita de R$ 11.845,71 em 2023, segundo o IBGE, contam a outra metade da história: é uma economia de base artesanal e renda baixa, onde o seguro-defeso e a aposentadoria do pescador têm peso de política pública. Juridicamente, isso desenha uma pauta específica: registro e licença da atividade pesqueira, seguro-defeso junto ao INSS — matéria federal, decidida em Belém —, acidentes e vínculos do trabalho embarcado, que correm na Vara do Trabalho de Santa Izabel do Pará, e os conflitos possessórios e ambientais de um território espremido entre o estuário e a PA-140.

Panorama jurídico

O mapa judiciário de Vigia é feito de camadas que não coincidem — e cada uma responde a uma pergunta diferente. A pergunta estadual: a comarca é de 2ª entrância desde o artigo 484 do Código Judiciário de 1981, já foi sede de região judiciária (a antiga 5ª, com Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas e Colares) e hoje integra a 2ª Região Judiciária, a da Alça Viária; a Vara Única concentra cível, criminal, família e as sessões do Tribunal do Júri, e o cadastro DataJud do CNJ registra ainda o Termo de Colares — o vizinho insular que era comarca no Código de 1981 e hoje é atendido pela sede vigiense. A pergunta metropolitana: Vigia faz divisa com a Região Metropolitana de Belém, mas o artigo 1º da Lei Complementar estadual nº 027/1995, lido no texto consolidado, não a inclui — e dessa exclusão decorre quase tudo que importa ao réu preso. A investigação corre na Vara de Juiz das Garantias das Comarcas do Interior (Resolução nº 9/2025 do TJPA), criada justamente para quem está fora da RMB; a execução penal segue a Resolução nº 016/2007-TJE-GP e acompanha o preso para a comarca da unidade que o custodia — Castanhal, se unidade do interior; o juízo metropolitano, se o recolhimento for no complexo de Santa Izabel. E a pergunta federal tem resposta contraintuitiva: Vigia não pertence à Subseção de Castanhal, e sim à sede Belém da Seção Judiciária do Pará. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Vigia é religioso antes de ser qualquer outra coisa. Foi ali que os jesuítas iniciaram, em 1653, a devoção a Nossa Senhora de Nazaré no Grão-Pará — quatro décadas antes de a freguesia local nascer com o nome da santa, e cento e quarenta anos antes de Belém realizar o primeiro Círio, em 1793. A página oficial do Círio de Nazaré de Belém reconhece essa anterioridade da devoção vigiense, com uma nuance que a ficha registra como a fonte a escreve: o Círio enquanto romaria organizada foi instituído em Vigia só a partir de meados do século XIX, depois do de Belém. Ainda assim, o Círio de Vigia, no segundo domingo de setembro, é o grande evento do calendário local e leva multidões às ruas. A materialização dessa história é a Igreja Madre de Deus, erguida pelos jesuítas a partir de 1702, um dos raros templos do período na Amazônia, no centro de uma cidade que ainda se organiza em torno do porto, do mercado e do adro. O restante do patrimônio é a paisagem: o furo entre as baías, os manguezais do Salgado e a frota de madeira que os estaleiros locais seguem construindo como há três séculos.

Curiosidades

O município tem dois nomes, e os dois estão certos. No cadastro do IBGE e no Código Judiciário ele é "Vigia", seco, como o posto colonial que o originou; na lei municipal, no fórum e na fala da cidade é "Vigia de Nazaré", com a padroeira incorporada — o Fórum da comarca, a Prefeitura e a companhia da Polícia Militar usam a forma longa, e esta ficha usa as duas. A segunda curiosidade é geográfica e engana advogado experiente: por estar na região imediata de Belém e colada na RMB, Vigia parece metropolitana, mas a lista do artigo 1º da Lei Complementar nº 027/1995 não a contém — pertencer ou não a essa lista muda o juízo da execução penal e a vara da investigação. A terceira é institucional: Colares, comarca no Código de 1981 e município autônomo desde 1961, funciona no cadastro do CNJ como termo judiciário de Vigia — a ilha vizinha depende da sede vigiense para a Justiça estadual.

Educação e cidadania

Em Vigia, o essencial da Justiça cabe numa única via: a Barão de Guajará. No nº 1140, bairro Castanheira, funciona o Fórum Desembargador Álvaro Pantoja Pimentel, sede da Vara Única; no mesmo número, no trecho do Centro, a Promotoria de Justiça do MPPA; no nº 264, a unidade da Defensoria Pública do Estado, que atende quem não pode pagar advogado — sem telefone no cadastro oficial, com agendamento pelo Disque Defensoria 129. O que exige viagem é o resto: a subseção da OAB e a Vara do Trabalho em Santa Izabel do Pará, a Justiça Federal e a Seccional da OAB em Belém, as unidades prisionais em Castanhal ou no complexo de Santa Izabel. Para localizar um preso, o caminho seguro é o registro da SEAP e o processo — não a informação de terceiros; e vale saber que a decisão sobre a pena de quem foi condenado aqui não é tomada aqui, e sim no juízo da comarca onde o apenado estiver recolhido. Serviços eleitorais se resolvem pelo Título Net, pelo e-Título e pelo 148, e o SIC da Prefeitura responde pelo sic@vigia.pa.gov.br.

Segurança e fronteira

A estrutura de segurança de Vigia reproduz o velho desenho da 5ª Região Judiciária de 1981: a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, sediada na cidade, responde também pelo 32º Pelotão, em Colares, e pelo 33º Pelotão, em São Caetano de Odivelas — o mesmo triângulo do Salgado que a comarca conhece. A companhia integra o Comando de Policiamento Regional III, cuja sede é Castanhal. O que a cidade não tem é estabelecimento penal: as relações oficiais da SEAP-PA, tanto a do interior quanto a da Região Metropolitana, não registram unidade em Vigia, e o preso em flagrante, mantida a prisão na audiência de custódia, é levado para outra cidade — em regra a UCR Castanhal ou o complexo de Santa Izabel, na BR-316. A partir desse embarque, tudo se desloca junto: a visita da família, a entrega de documentos e o próprio processo de execução, que a Resolução nº 016/2007 manda tramitar no juízo do lugar da custódia. Para a mulher em situação de violência, além da Central 180, a comarca recebeu a Patrulha Maria da Penha, que acompanha o cumprimento das medidas protetivas.

Dados do município

Mesorregião
Nordeste Paraense
Microrregião
Salgado
Região intermediária (IBGE)
Belém
Área (km²)
401.589
População (Censo 2022)
50.832
Densidade demográfica (hab/km²)
126.58

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Vigia/PA

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Vigia
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA)
Entrância
2ª entrância
Região judiciária
2ª Região Judiciária — Região Judiciária da Alça Viária
Classificação
O Código Judiciário do Estado do Pará (Lei estadual nº 5.008, de 10 de dezembro de 1981) elevou Vigia à 2ª entrância no artigo 484, na mesma lista de Santarém, Bragança, Castanhal e Santa Izabel do Pará. No Anexo 1 do mesmo Código, Vigia era a sede da antiga 5ª Região Judiciária, que reunia Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas e Colares; a Resolução nº 20/2016 do TJPA refez o mapa em oito regiões e o município passou à 2ª Região Judiciária, a da Alça Viária.
Estrutura
A comarca é servida pela Vara Única de Vigia, que concentra o acervo cível, criminal, de família e da infância e realiza as sessões do Tribunal do Júri. Na base pública DataJud do CNJ, os órgãos julgadores vinculados ao município são dois: a Vara Única e o Termo de Colares — o município vizinho de Colares, comarca autônoma no Código de 1981, funciona hoje como termo judiciário anexo à sede de Vigia.
Juiz das garantias
Por estar fora da Região Metropolitana de Belém, a comarca está na área da Vara de Juiz das Garantias das Comarcas do Interior, criada pela Resolução nº 9, de 13 de agosto de 2025, do Tribunal Pleno do TJPA, em vigor desde 24 de agosto de 2025: audiência de custódia, cautelares, busca e apreensão e habeas corpus anteriores à denúncia tramitam nessa unidade única estadual, e os autos retornam à Vara Única com o oferecimento da denúncia.
Execução penal
Vigia faz divisa com a Região Metropolitana de Belém, mas não pertence a ela — o artigo 1º da Lei Complementar estadual nº 027, de 19 de outubro de 1995, no texto consolidado, lista Belém, Ananindeua, Marituba, Benevides, Santa Bárbara, Santa Izabel do Pará, Castanhal e Barcarena, e Vigia não está lá. Vale, portanto, a regra do interior: pela Resolução nº 016/2007-TJE-GP, de 25 de abril de 2007, a execução penal compete ao juiz criminal da comarca em que se situa o Centro de Recuperação que custodia o condenado (art. 2º), a competência se desloca a cada transferência (art. 3º) e, como não há estabelecimento penal no município, o juízo sentenciante remete as peças em cinco dias ao juízo competente (art. 4º). O destino do preso decide o juízo: recolhido à UCR Castanhal ou a outra unidade do interior, a execução corre na comarca dessa unidade; recolhido ao Complexo Penitenciário de Santa Izabel, na BR-316, km 53, dentro da Região Metropolitana, a execução cai no juízo de execução penal metropolitano, que só alcança a RMB. Enquanto não há condenação, o artigo 5º da mesma Resolução garante que o preso provisório permaneça no distrito da culpa até o julgamento.
Jurisdição
A jurisdição abrange o território municipal — sede e distrito de Porto Salvo — e o município de Colares, atendido como termo judiciário da comarca. Os vizinhos Santo Antônio do Tauá e São Caetano de Odivelas têm comarcas próprias.
Endereço
Fórum Desembargador Álvaro Pantoja Pimentel — Rua Barão de Guajará, 1140, bairro Castanheira, Vigia - PA, CEP 68780-000
E-mail
Atendimento
Correspondência oficial da comarca pelo tjepa063@tjpa.jus.br; o Núcleo de Atendimento Judiciário responde pelo 063unaj@tjpa.jus.br e a secretaria da Vara Única pelo 1vigia@tjpa.jus.br. A tramitação é eletrônica, pelo PJe e pelo PJeCrim, e o atendimento remoto se faz pelo Balcão Virtual do TJPA.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/PA em Santa Izabel do Pará
Endereço
Rua 7 de Janeiro, nº 1975, Juazeiro, Santa Izabel do Pará - PA, CEP 68790-000
Site
oabpa.org.br/subsecao/santa-izabel-do-para
Funcionamento
segunda a sexta, das 08h às 16h
Abrangência
Acará, Bujaru, Colares, Concórdia do Pará, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas, Tomé-Açu e Vigia, além da sede
Estrutura
Vigia não tem subseção própria: a página oficial da OAB/PA da subseção de Santa Izabel do Pará arrola o município entre as áreas de abrangência, e é por lá — ou pela Seccional, em Belém — que correm prerrogativas e inscrição da advocacia vigiense.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Seção Judiciária do Pará, sede Belém (TRF1) — atendimento pelo nucod.pa@trf1.jus.br e telefones (91) 3299-6140 e (91) 3321-6251.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Santa Izabel do Pará (TRT-8), Av. 7 de Janeiro, 1962.
INSS
Atendimento pela central 135 e pelo portal e aplicativo Meu INSS.
Pesca
A pesca profissional depende do Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP), da Lei federal nº 11.959, de 29 de junho de 2009 — registro que sustenta o seguro-defeso do pescador artesanal (Lei nº 10.779/2003), pago pelo INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Vigia. As relações oficiais da SEAP-PA — a das unidades do interior e a das unidades da Região Metropolitana de Belém — não registram estabelecimento no município. A consequência é dupla e pouco intuitiva: a visita exige viagem, e o próprio processo de execução migra, porque a Resolução nº 016/2007-TJE-GP o entrega ao juízo da comarca onde fica a unidade que custodia o preso — que pode ser uma comarca do interior ou, se o recolhimento for no complexo metropolitano de Santa Izabel, o juízo de execução da Região Metropolitana. Quem procura um custodiado precisa, antes de tudo, descobrir para onde ele foi levado.
Unidades
· UCR Castanhal — Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal · Administração
Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (SEAP-PA)
· UCR Castanhal — Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal · Endereço
Av. Raimundo Nonato de Vasconcelos, nº 100, Bairro do Cristo, Castanhal - PA
· UCR Castanhal — Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal · Telefone
· UCR Castanhal — Unidade de Custódia e Reinserção de Castanhal · E-mail
· Complexo Penitenciário de Santa Izabel — CCP e UCR Santa Izabel I a VI · Administração
Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Pará (SEAP-PA)
· Complexo Penitenciário de Santa Izabel — CCP e UCR Santa Izabel I a VI · Endereço
Rodovia BR-316, km 53, Santa Izabel do Pará - PA
· Complexo Penitenciário de Santa Izabel — CCP e UCR Santa Izabel I a VI · Telefone
· Complexo Penitenciário de Santa Izabel — CCP e UCR Santa Izabel I a VI · E-mail

Ministério Público Estadual

Estadual
Promotoria de Justiça de Vigia — Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), na mesma rua do Fórum, com atuação criminal e do Júri, cível, de família, da infância e do meio ambiente, pauta em que a pesca e o estuário têm peso próprio.
Endereço
Av. Barão de Guajará, nº 1140, Centro, Vigia - PA
Telefone
E-mail

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
A Defensoria Pública do Estado do Pará mantém unidade em Vigia, na Avenida Barão de Guajará, nº 264, bairro Castanheira, CEP 68780-000 — a mesma via do Fórum e da Promotoria. O cadastro oficial da instituição não registra telefone para a unidade; o agendamento do primeiro atendimento pode ser feito pelo Disque Defensoria 129. É a Defensoria que acompanha boa parte das prisões em flagrante de quem não tem advogado.
Defensoria pública uniao
Nas causas federais — previdenciárias, assistenciais e criminais —, a assistência gratuita de quem não pode pagar advogado cabe à Defensoria Pública da União, junto às varas federais de Belém.

Justiça Federal

Seção
Seção Judiciária do Pará — sede Belém (TRF da 1ª Região)
E-mail
Telefone
Jurisdição
A geografia sugeriria Castanhal, e a sugestão está errada: no quadro oficial de jurisdições da Seção Judiciária do Pará, Vigia pertence à área da sede Belém, junto com Colares, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas e Santa Izabel do Pará — a Subseção de Castanhal atende o eixo bragantino, de Curuçá a Viseu, e não o Salgado ocidental. Ações previdenciárias, tributárias federais e crimes de competência federal de moradores de Vigia correm nas varas federais da capital.
Observação competência
Na economia pesqueira local a competência federal aparece com frequência: o mar territorial é bem da União (art. 20, VI, da Constituição) e a atividade depende de registro e licença federais — sem que todo conflito de pesca seja, por isso, federal (art. 109).

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Santa Izabel do Pará
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região (TRT-8), com jurisdição sobre Pará e Amapá
Endereço
Av. 7 de Janeiro, 1962, Juazeiro, Santa Izabel do Pará - PA, CEP 68790-000
Telefone
E-mail
Abrangência
Santa Izabel do Pará, Bujaru, Colares, Santo Antônio do Tauá, São Caetano de Odivelas e Vigia

Justiça Eleitoral

Central atendimento eleitor
148
Atendimento
Alistamento, transferência, regularização e certidões podem ser resolvidos pelo autoatendimento do Título Net e pelo aplicativo e-Título; o Disque Eleitor do TRE-PA atende pelo 148.

Segurança Pública

Panorama
A demanda de segurança daqui é a de uma cidade portuária de pesca: furtos e conflitos ligados a embarcações, redes e motores, crimes patrimoniais no entorno do porto e do comércio, e as ocorrências da PA-140, que liga a cidade à BR-316. A Polícia Militar tem companhia independente sediada no município; não há presídio, e quem é preso em flagrante, mantida a prisão na audiência de custódia, é levado para unidade da SEAP em outra cidade.
Atendimento mulher
Em violência doméstica, a Central de Atendimento à Mulher 180 funciona 24 horas; no Pará, o Disque Denúncia 181 recebe informações anônimas. A comarca de Vigia de Nazaré recebeu a Patrulha Maria da Penha, programa de acompanhamento do cumprimento de medidas protetivas.

Polícia Militar

Unidade
3ª Companhia Independente de Polícia Militar (3ª CIPM), sediada em Vigia de Nazaré
Comando regional
Comando de Policiamento Regional III (CPR III), com sede em Castanhal
Unidades subordinadas
32º Pelotão, em Colares, e 33º Pelotão, em São Caetano de Odivelas
Telefone

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Vigia de Nazaré
Endereço
Rua Professora Noêmia Belém, nº 578, Centro, Vigia - PA, CEP 68780-000
Telefone
E-mail
Horário
segunda a sexta, das 08h às 13h
Site
vigia.pa.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Vigia de Nazaré
Endereço
Rua de Nazaré, nº 404, Centro, Vigia - PA, CEP 68780-000
Telefone
Horário
segunda a sexta, das 08h às 12h30
Site
www.camaradevigia.pa.gov.br

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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