História
Poucos municípios paraenses carregam tanta genealogia territorial quanto Baião. A povoação nasceu de uma concessão de 1694: o donatário da capitania de Camutá, Antônio de Albuquerque Coelho de Carvalho, entregou ao português Antônio Baião uma sesmaria no Tocantins com a obrigação de fundar povoado. A freguesia de 1758 chamava-se simplesmente Tocantins, virou vila em maio de 1833 — instalada em outubro — e só ganhou o nome do sesmeiro pela Lei Provincial nº 86, de 30 de abril de 1841. Dali em diante, Baião passou o século seguinte gerando municípios: o distrito de Alcobaça, criado em 1870, foi rebatizado Tucuruí em 1943 e emancipou-se pela Lei Estadual nº 62, de 31 de dezembro de 1947; São João do Araguaia desmembrou-se em 1908; e Mocajuba, que chegou a ser reabsorvida como simples distrito em 1930, reconquistou a autonomia pela Lei nº 8, de 31 de outubro de 1935. Hoje o município é formado pelos distritos de Baião, Joana Peres, São Joaquim de Ituquara e Umarizal do Tocantins — dois deles, Joana Peres e Umarizal, nomes centrais do mapa quilombola do Tocantins paraense.