História
Anapu é uma cidade da estrada. Antes de 1970 o lugar era floresta e rio; com o Programa de Integração Nacional e a abertura da Transamazônica, a partir de 1971, chegaram as agrovilas, os lotes de cem hectares e os colonos vindos do Nordeste, do Sul e do Espírito Santo. O povoado cresceu ao redor do entroncamento da BR-230 com o rio Anapu, cujo nome tupi — "ruído forte" — passou ao município. Por vinte e cinco anos o território pertenceu a Pacajá e a Senador José Porfírio, até que a Lei estadual nº 5.929, de 28 de dezembro de 1995, o emancipou; a instalação veio em 1º de janeiro de 1997, com um único distrito, o da sede. A década seguinte fez de Anapu um nome conhecido: os Projetos de Desenvolvimento Sustentável do INCRA, a disputa pelas terras públicas e o assassinato da missionária Dorothy Stang, em 2005, levaram o município ao Superior Tribunal de Justiça e às páginas internacionais. Depois vieram Belo Monte, o crescimento populacional de 136% entre 2000 e 2012 — o maior da região judiciária, segundo o TJPA — e, em 2014, o Fórum próprio, construído em terreno doado pela Prefeitura.