História
A história de Alagoa Nova remonta a 1625, quando uma expedição partiu de Mamanguape em busca de ouro nas serras da região, regressando 16 anos depois sem encontrar as jazidas sonhadas. Missionários chegaram posteriormente ao território habitado pelos Bultrins, da nação Cariri, no lugar então chamado Aldeia Velha; em 1760, a crescente hostilidade entre nativos e fazendeiros que ali se instalavam levou a uma transferência de moradores para a missão do Pilar. Em 1762, uma concessão de terras batizou o local de "São Tomé" — origem remota do topônimo municipal atual. O distrito de Alagoa Nova foi criado pela lei provincial nº 6, de 22 de fevereiro de 1837, subordinado a Campina Grande, e elevado a vila em 1850. Passou por um período de extinção administrativa em 1900, restaurada como município em 1904. Em 1938, pelo mesmo Decreto-Lei estadual nº 1.164 que renomeou Princesa para Princesa Isabel, Alagoa Nova passou a se chamar "Laranjeiras" — nome revertido em 1943. O município perdeu território sucessivas vezes: o distrito de Esperança, elevado a município em 1925; São Sebastião de Lagoa de Roça, desmembrado em 1961; e Matinhas, desmembrada em 1994 — esta última permanece, até hoje, como termo judiciário da comarca de origem.