História
O território de Caaporã era conhecido, no início do século XIX, como "Boca do Mato" ou "Boca da Mata" — o nome atual vem do tupi "Caa-Porã", mata bonita. Pertencia ao Coronel Monteiro e ao senhor José de Sá, e era cortado por uma vereda usada por viajantes que vinham de Goiana, em Pernambuco, rumo às praias de Pitimbu e Acaú. O ponto de virada veio em 1917-1918, quando os antigos proprietários venderam suas terras — na região da Fazenda Tabú — ao Coronel Alberto Lundgren, integrante da mesma família industrial que fundaria a fábrica têxtil de Rio Tinto; a fazenda, já habitada por trabalhadores, foi o núcleo a partir do qual surgiram as primeiras casas às margens da vereda — razão pela qual, segundo o próprio IBGE, Caaporã é hoje uma cidade longitudinal, de costa a costa, com cerca de 3 km de extensão. Administrativamente, o distrito de Caaporã passou por Maguari (depois renomeado Cruz do Espírito Santo) até ser incorporado a Pedras de Fogo em 1953. A emancipação veio pela lei estadual nº 3.130, de 27 de dezembro de 1963, desmembrando Caaporã de Pedras de Fogo — e Caaporã foi instalada em 2 de fevereiro de 1964. O distrito de Cupissura foi criado entre 2003 e 2005, elevando o município a dois distritos.