História
A cidade nasceu de gado e mudou de nome duas vezes. No começo do século XVII, Luís Quaresma Dourado e a Casa da Torre, da Bahia, adquiriram sesmarias na ribeira do rio do Peixe; em 1691, o capitão-mor Antônio José da Cunha, vindo da Capitania de Pernambuco, estabeleceu-se às margens do rio com uma fazenda de criação que, segundo documento da época, reunia mais de mil e quinhentas cabeças. Até 1765, no ponto onde hoje está o centro urbano, havia apenas a fazenda do capitão João Dantas Rothea, morador do distrito de Piancó — cujo sobrenome sobrevive no nome da rua onde hoje funciona o Fórum. O distrito de São João do Rio do Peixe foi criado pela lei provincial nº 96, de 28 de novembro de 1863, subordinado a Sousa, e elevado a vila pela lei provincial nº 727, de 8 de outubro de 1881, desmembrado da mesma Sousa. Em 26 de maio de 1932, um decreto municipal aprovado pelo decreto estadual nº 284 trocou o topônimo por Antenor Navarro, nome que o município carregou por cinquenta e sete anos. A restituição não veio por lei ordinária nem por plebiscito: veio pelo ato das disposições constitucionais transitórias da Constituição do Estado da Paraíba, promulgada em 5 de outubro de 1989 — o município recuperou o próprio nome por norma constitucional estadual. Nesse intervalo, foi perdendo território: Uiraúna e Poço Dantas em 1953, Santa Helena e Triunfo em 1961, e Poço, que virou Poço de José Moura, em 1994.