História
Poucas cidades paraibanas trocaram de posição com a matriz como Picuí trocou com Cuité. O povoamento veio devagar: sesmaria de três léguas em 1704, fazendas de gado no correr do século XVIII, novas correntes de ocupação entre 1750 e 1760, e um juizado de paz criado pela Lei nº 3, de 11 de outubro de 1841, no sítio onde já havia casario junto ao riacho e à estrada. O núcleo urbano propriamente dito nasceu de uma epidemia: em 1856, a cólera-morbo assolou a Paraíba, e os moradores prometeram erguer uma capela a São Sebastião se o mal fosse contido; a capela foi construída no mesmo ano e em torno dela floresceu a povoação. Daí em diante a ascensão foi rápida e, do ponto de vista de Cuité, incômoda. Picuí virou distrito de Cuité em 28 de dezembro de 1871, pela Lei provincial nº 440; vila em 1888, pela Lei provincial nº 876; município em 27 de fevereiro de 1902, pela Lei nº 323, instalado em 9 de março. Dois anos depois veio a reviravolta: a Lei estadual nº 212, de 29 de outubro de 1904, transferiu a sede do município de Cuité para o novo município de Picuí, com instalação em 24 de novembro daquele ano. O antigo distrito havia absorvido a sede da própria matriz. Em 1924 Picuí recebeu foros de cidade, e só em 18 de dezembro de 1936, pela Lei nº 99, Cuité foi restaurado como município, desmembrando-se de Picuí juntamente com o então distrito de Barra de Santa Rosa. Hoje a região geográfica imediata do IBGE a que Picuí pertence chama-se, ironicamente, Cuité - Nova Floresta.